O Bitcoin enfrentou uma nova fase de pressão no mercado, marcada por uma queda significativa na semana passada, a maior desde março de 2025. O recuo de aproximadamente 11% gerou preocupações entre os investidores, levantando o temor de um novo “inverno cripto”.
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No entanto, a análise histórica do ativo sugere que essa baixa pode ter mais espaço para se desenvolver antes de encontrar um ponto de estabilização.
Indicadores Técnicos em Foco
Um dos principais indicadores acompanhados pelo mercado é a média móvel de 200 semanas. Historicamente, esse nível tem atuado como um ponto de apoio em ciclos anteriores de baixa. Atualmente, a média móvel está em US$ 57.926, representando uma queda de cerca de 25% em relação aos preços recentes, o que tem atraído a atenção de analistas em busca de um possível alvo de preço caso a pressão vendedora continue.
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Análise de Ciclos Históricos
A dinâmica do Bitcoin segue, em parte, a lógica de ciclos de quatro anos, influenciada pelo evento de “halving”, que reduz a emissão do ativo pela metade a cada período. Historicamente, o preço tende a atingir máximas no quarto ano do ciclo.
No ciclo mais recente, o Bitcoin alcançou um recorde de US$ 126 mil em outubro e, desde então, tem apresentado uma queda de aproximadamente 40%.
Outros Sinais Técnicos
Além da média móvel de 200 semanas, outro sinal técnico relevante é a perda da chamada Ichimoku Cloud no gráfico semanal. Esse indicador é utilizado para medir tendências, identificar níveis de suporte e resistência. Quando o preço se mantém acima da nuvem, o mercado geralmente indica força compradora.
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A quebra para baixo, por outro lado, sugere enfraquecimento e um maior risco de continuidade da queda.
Perspectivas Futuras
A combinação da perda da Ichimoku Cloud e a proximidade da média móvel de 200 semanas reforça a expectativa de que o mercado possa entrar em uma fase mais longa de ajuste. Apesar da incerteza, a média móvel de 200 semanas continua sendo o principal nível técnico observado como possível zona de estabilização.
