Boulos e o PSOL em Crise: Divisão e Provocações no Debate Eleitoral de 2026

Crise no PSOL! Boulos acusa trapaça e mira no PT. Divisão e provocações abalam o partido em 2026. Saiba mais!

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Crise Interna no PSOL: Divisão e Provocações no Debate Eleitoral de 2026

Uma ala dissidente da Revolução Solidária, grupo liderado por Guilherme Boulos no PSOL, divulgou uma carta nesta sexta-feira (20) que acirrou uma crise interna, buscando justificar a decisão de deixar o partido. A nota, enviada à Jovem Pan, não nega a mudança de Boulos para o PT, mas critica o comunicado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o grupo, a coordenação nacional da corrente foi informada sobre a alteração na noite de quinta-feira (19).

“O Movimento Revolução Solidária está avaliando seus rumos políticos. Lamentamos que uma parte do PSOL tenha optado por se restringir ao divulgar uma carta apócrifa, o que revela oportunismo e desespero”, rebateu o ministro Boulos. A carta da Revolução Solidária, obtida pela Jovem Pan, indicava que Boulos considerava migrar para o PT entre novembro e dezembro de 2025.

LEIA TAMBÉM!

O documento detalhava negociações com o presidente do PT-SP, Kiko Celeguin, incluindo a candidatura de sua esposa, Natália Boulos, pela sigla do presidente Lula.

A dissidência afirmava que a proposta de federação entre os partidos foi apresentada para gerar um conflito e abrir caminho para a desfiliação. A decisão de não formar a federação com o PT foi formalizada no último dia 7, quando o diretório nacional do PSOL rejeitou a proposta por 47 votos a 15.

Na ocasião, Boulos e a deputada Erika Hilton defenderam a aliança como estratégia contra a extrema direita, enquanto a maioria do partido priorizou a autonomia política e a oposição a apoio obrigatório a candidatos do PT.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tensão e Pressões Internas no PSOL

O PSOL vetou no último dia 7 a proposta de federação com o PT para as eleições de 2026. A decisão foi tomada em reunião virtual do diretório nacional do partido, com 47 votos contrários e 15 favoráveis. A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, explicou que o tema foi debatido democraticamente e que o partido seguiria as decisões tomadas.

A renovação da aliança com a Rede Sustentabilidade foi priorizada, consolidando a federação como ferramenta estratégica para superar a cláusula de barreira e garantir a representatividade federal e estadual.

A vertente do PSOL liderada por Guilherme Boulos vinha sofrendo baixas internas em meio a pressões para aceitar a federação. Dois integrantes da corrente, a vereadora Ingrid Sateré Mawé e o economista José Luis Fevereiro, decidiram se desligar da Revolução Solidária, criticando a estratégia de Boulos e a busca por um “atalho” para se aproximar de Lula. “Boulos e o núcleo dirigente da Revolução Solidária mudaram de estratégia.

Buscaram um atalho”, escreveu Fevereiro em uma carta.

Desconfiança e Divergências no Partido

A posição contrária à federação foi compartilhada por outras correntes do PSOL, como Movimento Esquerda Socialista e Primavera Socialista. A deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) argumentou que a aliança não era adequada no momento, considerando que o PSOL poderia se afastar de Lula na disputa pelo governo estadual no Rio de Janeiro.

A disputa pelo governo estadual no Rio de Janeiro, com o prefeito Eduardo Paes (PSD), também pesava na decisão do PSOL.

A cláusula de barreira é uma regra eleitoral que exige que partidos alcancem um mínimo de votos para ter acesso a recursos e tempo de propaganda. Para vencer a cláusula em 2026, o PSOL precisaria eleger pelo menos 13 deputados federais em nove estados, com um mínimo de 1,5% dos votos válidos em cada um.

Em 2022, em federação com a Rede Sustentabilidade, o partido elegeu 14 deputados e conquistou mais um parlamentar. Atualmente, a federação tem 11 deputados do PSOL e quatro da Rede, com a maioria dos eleitos do Rio de Janeiro e de São Paulo.

Sair da versão mobile