De 69 países que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), taxou até o momento, o Brasil apresenta a maior alíquota. Na quinta-feira (31.jul.2025), o republicano assinou um decreto que estabelece as chamadas tarifas recíprocas, com taxas que variam de 10% a 41% e que entrarão em vigor em 7 de agosto.
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O decreto que define a tarifa para o Brasil foi assinado por Trump na quarta-feira (30.jul). As exportações brasileiras serão taxadas em 50%, mas foram excluídos 694 produtos —como suco de laranja e aviões—; esses itens ficam sujeitos somente aos 10% —base do tarifário— anunciado pelo presidente norte-americano em abril.
O republicano publicou em 9 de julho uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciando a tarifa de 50%. Trump justificou o aumento pelo tratamento que o governo brasileiro dispensou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a quem disse respeitar “profundamente”.
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Em determinados países, incluindo o Canadá, verificou-se um aumento na taxa, de 25% para 35%. Adicionalmente, a cobrança dessa taxa passa a ser aplicável na sexta-feira (1º.ago). Segundo a Casa Branca, essa elevação se deve, em parte, ao insucesso em interromper o fluxo de fentanil na fronteira entre os países.
Trump declarou que o primeiro-ministro canadense, Mark Carney (Partido Liberal do Canadá, centro-esquerda), estabeleceu contato, porém não houve conversa. O republicano afirmou que seria “muito difícil” alcançar um acordo com o Canadá após Ottawa avançar no reconhecimento do Estado Palestino, embora tenha afirmado posteriormente que essa decisão não seria um “impedimento” para as negociações comerciais.
As taxas incluem 41% para a Síria, 39% para a Suíça, 35% para o Iraque, 30% para a África do Sul e 15% para a Venezuela. Índia e Taiwan receberão uma tarifa de 25% e 20%, respectivamente. Lesoto, que anteriormente enfrentava uma taxa de 50%, agora terá 15%.
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Diversos países registraram diminuições, em razão de acordos, incluindo União Europeia, Japão, Reino Unido e Coreia do Sul. O Vietnã obteve uma redução de 26 pontos percentuais (de 46% para 20%) e a Tailândia teve uma queda de 17 (de 36% para 19%).
Produtos de todos os outros países não listados estariam sujeitos a uma tarifa norte-americana de 10%.
A China, que não estava na lista, estendeu a tregua tarifária de 90 dias, iniciada em 14 de maio de 2025, sem comunicar progressos ou prazo da sua renovação. Desta forma, persiste uma alíquota de 30% dos EUA sobre produtos chineses e uma de 10% da China sobre produtos americanos.
Na última segunda-feira (28 de julho), os EUA suspenderam restrições às exportações de tecnologia para a China, como uma medida para facilitar as negociações e possibilitar um encontro entre Trump e Xi Jinping.
Consulte abaixo as tarifas recíprocas dos EUA por países/territórios e por percentual; clique aqui para abrir em outra aba.
Fonte por: Poder 360