Brasil aumenta aporte para Mercosul com US100 mi por ano

Brasil aumenta aporte para Mercosul com US100 mi por ano e busca fortalecer integração regional na Cúpula do Mercado Comum.

29/06/2026 20:33

3 min

Lula durante reunião de líderes do Mercosul Foto por MAURO PIMENTEL / AFP)
Lula durante reunião de líderes do Mercosul Foto por MAURO PIMEN...

Essa notícia foi divulgada pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, na manhã desta segunda – feira dia 29 durante uma reunião realizada no Conselho do Mercado Comum (CMC), sediado em Assunção, Paraguai.. A proposta será formalizada ainda nesta terça feira dia 30, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estiver presente na Cúpula do Mercosul, evento que reúne os chefes de Estado dos membros do bloco.

O papel e a função financeira doFocem. Criado originalmente em 200para financiar projetos regionais e infraestrutura, o fundo é voltado ao apoio das regiões com menor desenvolvimento econômico dentro do âmbito do Mercosul. Os recursos arrecadados são aplicados no financiamento de diversas obras essenciais.

O Brasil anunciou que destinará 100 milhões de dólares por ano ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).

Isso inclui desde rodovias ou ferrovias até sistemas básicos como saneamento, energia elétrica e habitação social;

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Além disso, também apoia escolas e laboratórios nas áreas mais carentes da região. A meta principal permanece sendo diminuir as disparidades entre os integrantes dos países formadores do bloco, fortalecendo a integração especialmente em zonas fronteiriças que historicamente apresentam desafios maiores.

Novas contribuições brasileiras geram pressão por adesão. Ao anunciar o aumento significativo na sua participação financeira, Mauro Vieira ressaltou que não é responsabilidade apenas de Brasília renovar integralmente o fundo. O governo espera um esforço maior pela Argentina no setor financeiro.

Segundo declarações feitas pelo ministro durante o CMC, ele enfatizou que todos os demais membros precisam acompanhar esse novo compromisso, principalmente aqueles cujas regiões são grandes beneficiárias dos recursos destinados ao Focem. Essa nova estratégia representa uma mudança em relação a propostas anteriores do Brasil; antes disso, havia planos para reduzir drasticamente o tamanho anual do fundos até cerca de 30 milhões de dólares — ideia essa que encontrou resistência por parte tanto do Paraguai quanto do Uruguai.

Obras financiadas e próximos passos. Desde sua criação há mais de duas décadas, o fundo já apoiou projetos vitais. As iniciativas incluem obras complexas nos setores de transporte (rodovias), sistemas energéticos avançados, saneamento básico completo e melhoramentos urbanísticos nas regiões fronteiriças.

Além dessas grandes construções físicas, os recursos também financiam ações voltadas à cidadania indígena específica para desenvolvimento tecnológico ou ainda a integração entre cidades vizinhas localizadas perto das linhas divisórias dos países membros.

Apesar do anúncio brasileiro em 100 milhões de dólares anuais — valor que representa cerca de 70% da contribuição atual —, o fundo só será renovado após um acordo formalizado por todos os nações participantes. Além disso, é necessária aprovação nos respectivos Legislativos nacionais; no âmbito mais amplo, espera – se discutir novos acordos comerciais e medidas adicionais durante esta Cúpula.

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