Brasil registra aumento de 18,4% no peso logístico do PIB, impulsionando busca por indicadores em pátios. Especialistas apontam 5 KPIs essenciais para otimizar operações e reduzir custos
A crescente pressão sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil impulsionou a busca por ferramentas de análise mais precisas, especialmente no que tange ao desempenho dos pátios. Dados da Fundação de Desenvolvimento da Construção Civil (FDC) e do International Logistics Observatory System (ILOS) revelam um aumento significativo no peso logístico na economia, passando de 12,3% do PIB em 2017 para 18,4% em 2023.
Essa mudança evidencia a necessidade de um acompanhamento mais detalhado das operações nos pátios.
Segundo o especialista Eros Viggiano, da LogPyx, a definição de indicadores claros é fundamental para identificar gargalos, otimizar horários e aumentar a previsibilidade do fluxo de veículos. Viggiano enfatiza que a disciplina operacional, processos bem definidos e o uso constante de dados são cruciais para evitar filas e desperdícios dentro dos pátios.
Viggiano identificou cinco Indicadores-Chave de Desempenho (KPIs) que auxiliam nesse trabalho: Tempo de ciclo do pátio, Aderência ao agendamento, Uso de docas, Custo de estadia e Ocupação do pátio.
Tempo de ciclo do pátio: Este indicador mede o intervalo entre o momento em que um veículo entra (check-in) e o momento em que sai (check-out). A análise de médias, medianas, extremos, P95 e desvio padrão ajuda a identificar pontos de atrito no processo, permitindo ajustes que reduzem permanências longas e aumentam a vazão. A segmentação por tipo de carga, transportadora ou doca também é importante.
Aderência ao agendamento: Mede se os veículos estão sendo atendidos dentro da janela de tempo prevista. Um índice igual ou superior a 85% e um no-show abaixo de 10% contribuem para a estabilidade do tempo de ciclo, sendo reforçado por confirmações digitais e incentivos.
Uso de docas: Monitora a ociosidade dos espaços enquanto os veículos aguardam atendimento. A compatibilidade entre docas e tipos de carga, o agendamento por clusters, o balanceamento de equipes e a pré-montagem de pedidos são ações que minimizam perdas financeiras e otimizam o rendimento operacional.
Custo de estadia: Este KPI concentra os gastos relacionados a períodos de espera que ultrapassam a franquia, permitindo reduções de 20% a 30% em períodos de 90 a 180 dias, através de processos digitais, disciplina de agenda, triagem rápida e checagem de tempos excessivos.
Ocupação do pátio: A observação das variações de ocupação ao longo do dia, semana e mês orienta o planejamento de equipes e horários, dialogando com áreas como suprimentos e comercial para diluir picos e melhorar a circulação interna, diminuindo o acúmulo de veículos e aumentando a previsibilidade da operação.
Ao reunir esses cinco indicadores, Viggiano reforça que o acompanhamento constante dos dados demonstra como o pátio está funcionando. Ele destaca que métricas consistentes cortam custos, reduzem filas e aumentam a estabilidade do fluxo, permitindo que o pátio cumpra seu papel fundamental na operação da empresa.
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