Brasil lidera alta surpreendente em mercados emergentes! 🚀 O Ibovespa dispara 22% em janeiro de 2026! Descubra como Brasil, Peru e Colômbia brilham e o que pode acontecer com o mercado!
Janeiro de 2026 começou com um movimento inesperado nos mercados emergentes. O índice S&P/BVL General, da Bovespa, disparou 22,51% em dólares, enquanto o MSCI Colcap, da Bovespa, avançou 21,16%. Com uma alta de 18,42% no período, o Índice Bovespa ficou na terceira posição, demonstrando um desempenho notável em comparação com outros mercados globais.
Um levantamento da Elos Ayta, que monitora 21 dos principais índices globais, revelou que o Brasil garantiu o terceiro lugar no pódio mundial, registrando seu melhor resultado mensal em dólares desde o final de 2020. No entanto, essa ascensão não foi suficiente para superar o fôlego renovado das bolsas do Peru e da Colômbia.
Essa dinâmica sugere que fatores específicos desses países contribuíram para um desempenho superior.
Economistas explicam que o desempenho dos mercados do Peru e da Colômbia no primeiro mês do ano está ligado a uma combinação de fatores técnicos, setoriais e de base comparativa. O “motor de exportação” desses países, especialmente a mineração no Peru, impulsionou o fluxo de capital, com os preços do cobre e do ouro em patamares elevados.
Além disso, a política econômica adotada em países como o Peru e a Colômbia, com uma percepção de líderes liberais e responsáveis fiscalmente, atraiu investidores.
Embora o Ibovespa reflita um mercado com um valor de mercado próximo a US$ 900 bilhões e volume médio diário acima de US$ 5 bilhões, o Brasil continua sendo o mercado mais profundo, líquido e diversificado da América Latina e o principal destino de fluxos estruturais de investidores globais.
A escala, a liquidez e a capacidade de absorver grandes fluxos são vantagens que o mercado brasileiro possui em relação aos vizinhos andinos.
Estratégos do JP Morgan acreditam que o índice MSCI EM Latin America pode subir até 30% até o fim do ano, à medida que os investidores reequilibram suas carteiras. A tendência de alívio dos juros, já observada em países como México e Chile, deve finalmente ganhar corpo no Brasil, oferecendo um alívio para as empresas locais e incentivando a migração da renda fixa para a bolsa.
O mercado brasileiro apresenta valuation descontado em múltiplos históricos, especialmente em bancos, utilities e empresas ligadas à infraestrutura, à energia, à geração robusta de caixa e a dividend yield elevado — algo escasso em mercados globais, havendo potencial de reprecificação relevante se o ciclo de corte nos juros começar.
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