O Brasil apresentou um cenário promissor no mercado de trabalho em 2025, com a taxa de desemprego atingindo o nível mais baixo da série histórica do IBGE. O resultado final foi de 5,1% no quarto trimestre, superando o recorde de baixa na média anual e demonstrando a força do mercado de trabalho no final do ano.
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Os dados divulgados pelo IBGE revelaram uma queda em relação ao terceiro trimestre, quando a taxa estava em 5,6%, e em comparação com o mesmo período do ano anterior, que registrou 6,2%. Essa performance positiva se alinhou com as expectativas da Reuters.
A taxa anual média do indicador caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, representando o patamar mais baixo desde 2012. A coordenadora do IBGE, Adriana Beringuy, atribuiu essa trajetória de queda à expansão da ocupação, principalmente no setor de serviços.
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Em termos de números, a média de pessoas desocupadas caiu de 7,194 milhões para 6,150 milhões em 2025, um avanço significativo em relação ao pico de mais de 14 milhões registrado em 2021, durante a pandemia de Covid-19.
A população ocupada também atingiu um novo recorde na série histórica, com 102,983 milhões de pessoas, superando os 101,309 milhões de 2024.
Economista da Suno Research, Rafael Perez, projetou que o mercado de trabalho continuaria aquecido, sustentando a renda e o consumo das famílias, mas que a taxa de desemprego encerraria 2026 em um nível ligeiramente superior ao observado em 2025, devido ao menor crescimento esperado para esse ano.
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O quarto trimestre do ano apresentou um aumento na renda, que chegou a R$ 3.613, em comparação com R$ 3.527 entre julho e setembro e R$ 3.440 no último trimestre de 2024. Houve uma forte queda de 9,0% no número de desempregados em relação ao terceiro trimestre, chegando a 5,503 milhões.
Na comparação com o quarto trimestre do ano anterior, o recuo foi de 17,7%. O total de ocupados avançou 0,6% na comparação trimestral e 1,1% na anual, com 102,998 milhões de pessoas.
Após uma queda na ocupação no terceiro trimestre, o comércio apresentou recuperação no fim do ano, expandindo seu contingente de trabalhadores em diversos segmentos, com destaque para o comércio de vestuário e calçados. Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado tiveram alta de 0,5% nos três meses até dezembro ante o período imediatamente anterior, a 39,409 milhões, enquanto os que não tinham carteira também subiram 0,5%, a 13,565 milhões.
O mercado de trabalho brasileiro demonstrou resiliência durante todo o ano de 2025, apesar da taxa de juros elevada e da inflação controlada, e tende a manter esse ritmo neste ano. O Banco Central manteve a Selic em 15%, mas indicou o início do ciclo de cortes de juros em março.
