Brasil lidera no streaming, mas artistas enfrentam desigualdade. Descubra como o futuro da música brasileira pode ser dono do seu valor!
O Brasil consolidou-se como um dos dez maiores mercados de música gravada do mundo, segundo o relatório anual da IFPI. Esse crescimento, impulsionado principalmente pelo streaming, demonstra o poder da música brasileira no cenário global. No entanto, um desafio persiste: a desigualdade na distribuição dos lucros gerados por essa popularidade.
Apesar do crescimento exponencial do streaming, a maior parte da receita vai para plataformas digitais e gravadoras. Estimativas recentes apontam que menos de 1% do valor total gerado pelo streaming chega diretamente aos artistas. Essa situação, marcada por contratos desfavoráveis e falta de transparência, cria um paradoxo: a música brasileira gera valor global, mas o artista ainda não consegue capturar a maior parte desse valor.
Um grupo de artistas, conhecido como “middle market”, representa um potencial inexplorado. São artistas com catálogos relevantes, públicos engajados, nichos de mercado bem definidos e uma forte presença regional. Apesar de já terem tração, eles enfrentam dificuldades para transformar essa base de fãs em crescimento sustentável no mercado internacional.
Um novo modelo está surgindo, combinando tecnologia, dados e capital criativo. Esse ecossistema redistribui o poder, oferece previsibilidade, reduz intermediários e transforma a carreira em negócio. Através de dashboards, artistas podem analisar a origem dos streams, o comportamento da audiência, a geografia do consumo e a eficiência de suas campanhas.
O catálogo musical é um dos ativos mais resilientes do entretenimento, gerando receita recorrente, previsibilidade e potencial de valorização a longo prazo. O capital criativo, equivalente ao “revenue-based financing”, antecipa ganhos futuros sem comprometer a carreira do artista.
Integrar todas as fontes de receita – streaming, shows, direitos autorais, produtos e comunidade – reduz a volatilidade e elimina o risco do “one-hit wonder”.
Nos últimos 24 meses, o Brasil voltou a figurar no Top 10 global da IFPI. A América Latina foi a região que mais cresceu no mundo, com gêneros como sertanejo, trap, funk, piseiro, pop e gospel dominando o digital. Plataformas internacionais intensificaram a presença de repertório brasileiro, mas ainda faltam mecanismos para capturar o valor gerado por essa produção.
Após décadas atuando em internacionalização, tecnologia, operações e capital, observa-se uma convergência rara: o artista é um ativo vivo – artístico, emocional, cultural e econômico. Ele pode, e deve, ser escalado com a mesma lógica utilizada para expandir empresas, operações e cadeias globais.
Esse tripé estratégico – Telostot//Tompkins, STRM Music e STRM One – trata o artista como criador, empreendedor, operação, marca, ativo e empresa global, sem interferir na arte, mas garantindo estrutura.
O Brasil já provou que é potência criativa e exportadora. Agora, precisa provar que é potência de captura de valor. Para isso, é fundamental combinar tecnologia, estratégia, cadeia de valor e capital criativo. O momento decisivo é o Brasil pronto para o próximo salto, onde artistas brasileiros não apenas são ouvidos pelo mundo, mas são donos do valor que geram.
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