Preocupação e Divisão: Brasileiros Avaliam Ação Militar nos EUA e Venezuela
Uma nova pesquisa da Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (15), revela um cenário de crescente preocupação entre os brasileiros em relação a ações militares estrangeiras. Os resultados indicam que a maioria dos entrevistados demonstra receio de que uma situação semelhante à ocorrida em outro país possa se repetir no Brasil.
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De acordo com o levantamento, 58% dos respondentes expressaram medo dessa possibilidade, enquanto 42% não manifestaram essa apreensão. A pesquisa envolveu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais, com uma margem de erro de dois pontos percentuais e um nível de confiança de 95%.
Aprovação da Operação nos EUA
A pesquisa também abordou a opinião dos brasileiros sobre a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela. Os dados mostram uma divisão: 46% dos entrevistados apoiam a operação conduzida por Washington, enquanto 39% se opõem. Um percentual de 15% não soube ou preferiu não se manifestar sobre o tema.
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A amostra foi coletada entre os dias 8 e 11 de janeiro.
Motivações por Trás da Ação
O estudo investigou também as percepções da população sobre os motivos que levaram a ação. Para 31% dos entrevistados, o principal objetivo era o combate ao narcotráfico. 23% acreditam que a operação buscou a restauração da democracia na Venezuela. Um número significativo, 21%, considera que a principal razão estaria ligada ao controle do petróleo venezuelano. Outros 4% apontam a redução da influência da China como fator determinante. Além disso, 6% acreditam que a captura de Maduro resultou de uma combinação de todas essas razões, enquanto 2% afirmam que nenhuma delas explica a ação.
Interferência Internacional: Uma Opinião Dividida
A pesquisa da Genial/Quaest também revelou uma opinião dividida sobre a possibilidade de um país intervir em outro para prender um ditador. De acordo com o levantamento, 50% dos entrevistados consideraram essa ação aceitável, enquanto 41% não concordaram. Um percentual de 9% não soube ou preferiu não responder.
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A pesquisa utilizou entrevistas domiciliares presenciais para coletar os dados.
