Impacto da Restrição Chinesa na Carne Brasileira Preocupa FPA
A Federação da Produção e Distribuição de Carne (FPA) manifestou preocupação com a recente decisão da China de impor cotas e tarifas adicionais à importação de carne bovina brasileira. A medida, anunciada pelo Ministério do Comércio (Mofcom) chinês, surge em um momento delicado para o setor, intensificando um tema já presente no radar da entidade.
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A FPA ressalta a necessidade de uma resposta rápida para evitar instabilidade no mercado e mitigar os impactos no abate e na renda dos produtores, especialmente no início de 2026.
Reação Imediata e Busca por Negociação
Em nota oficial, a bancada agropecuária declarou que atuará “imediatamente” junto ao Ministério da Agricultura, ao Itamaraty e à área de comércio exterior do governo. O objetivo é estabelecer um canal de negociação com as autoridades chinesas, buscando soluções que garantam previsibilidade para o setor.
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A FPA enfatiza a importância de uma resposta proativa para lidar com a nova realidade.
Solicitação de Análise Técnica
Além da negociação, a FPA também solicitará um levantamento técnico detalhado sobre o fluxo recente das exportações de carne para o mercado chinês. A análise técnica servirá de base para a estratégia brasileira, visando reduzir os riscos de redução e desorganização do mercado.
A entidade busca dados concretos para embasar suas ações.
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Contexto da Restrição Chinesa
A decisão chinesa, que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2026 e permanecerá em vigor por três anos, impõe uma cota de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina brasileira sem tarifas adicionais. A medida representa um desafio para o Brasil, principal fornecedor da proteína vermelha ao mercado chinês, e exige uma abordagem estratégica por parte do governo e do setor produtivo.
