Desigualdades Raciais e Homicídios no Brasil: Uma Análise Detalhada
Um estudo recente, publicado na revista Ciência & Saúde Coletiva, lança luz sobre uma realidade preocupante: pessoas negras no Brasil apresentam uma maior probabilidade de morte por homicídio em comparação com pessoas brancas. A pesquisa, intitulada “Desigualdades Raciais e Regionais nos Homicídios no Brasil: Uma Análise Geoestatística e de Escore de Propensão”, busca entender as disparidades regionais e raciais relacionadas a esse tipo de crime.
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“Seletividade Racial” e Dados Estatísticos
Os autores do estudo apontam para um fenômeno chamado “seletividade racial” nos homicídios. De acordo com a análise, indivíduos negros têm até 49% mais chances de falecer por homicídio do que seus pares brancos. Essa conclusão é baseada em uma extensa coleta de dados.
Metodologia e Dados Utilizados
A pesquisa cruzou informações do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), disponível através do portal brasileiro de dados abertos, com dados demográficos do censo de 2022, conduzido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
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Os pesquisadores Rildo Pinto da Silva e Antonio Pazin-Filho analisaram dados de 2022, considerando sexo, idade, cor e a localização geográfica dos óbitos.
Perfil das Vítimas e Regiões de Risco
Em 2022, o Brasil registrou 1.542.158 óbitos, sendo 51,9% de pessoas brancas. No entanto, ao analisar os 42.441 casos de morte por homicídio, observou-se que a população parda foi a mais afetada (69,6%), com a maior incidência entre homens jovens, solteiros e com baixa escolaridade.
A análise também revelou uma clara concentração de risco no Nordeste, que apresenta taxas de homicídio significativamente mais altas em comparação com o Sudeste.
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