Brasil enfrenta crise na educação financeira de crianças e jovens! 91% não aprendem sobre dinheiro na escola. Descubra como promover a educação financeira desde cedo com jogos, metas e escolhas conscientes. #EducaçãoFinanceira #Brasil
A educação financeira ainda não é uma prática comum na formação de crianças e adolescentes no Brasil. Uma pesquisa global realizada pelo Santander em parceria com o Instituto Ipsos UK revelou que 84% dos entrevistados em todo o mundo não receberam esse tipo de aprendizado durante a escolaridade.
No Brasil, esse índice sobe para 91%, apesar do desejo de que as crianças tivessem orientação sobre dinheiro desde cedo.
A ausência de educação financeira no ambiente familiar e escolar explica, em grande parte, as dificuldades financeiras que muitos adultos enfrentam ao longo da vida. Problemas como descontrole de gastos, endividamento e falta de planejamento são frequentemente resultado da falta de preparo desde a infância.
Para o psicólogo comportamental Marco Antonio Casagrande, sócio-fundador da Escola Mira, é crucial abordar o tema de forma simples e acessível desde a mais tenra idade.
O primeiro passo para promover a educação financeira é integrá-la aos conversas cotidianas. Situações simples, como uma compra no supermercado, podem ser usadas para explicar como o dinheiro funciona e como ele circula. É importante que as crianças observem e aprendam com as decisões dos adultos, como planejar compras, comparar preços e evitar gastos impulsivos.
Jogos de tabuleiro, simulações de mercadinho e desafios com moedas tornam os conceitos financeiros mais acessíveis e divertidos. Essas atividades estimulam o raciocínio, a noção de valor e a capacidade de tomar decisões, conectando a educação financeira ao dia a dia da criança.
Ensinar a criança a diferenciar entre desejos e necessidades é fundamental para promover escolhas mais conscientes. Ao fazer compras, é possível discutir quais itens são realmente necessários e quais podem esperar, introduzindo critérios de prioridade relacionados à educação financeira.
Definir pequenas metas financeiras, como guardar dinheiro para um brinquedo ou passeio, ajuda a criança a visualizar o planejamento e a organização. Essa prática ensina paciência e controle, conceitos básicos da educação financeira, acompanhados de forma prática.
Envolver a criança nas compras, discutindo valores máximos, comparando preços e explicando as escolhas durante o processo, reforça noções de limite e responsabilidade. Além disso, abordar o tema do desperdício e do reaproveitamento de objetos amplia a discussão sobre consumo e responsabilidade.
A forma de ensinar educação financeira deve ser adaptada à faixa etária da criança. Crianças menores aprendem melhor com histórias, músicas e jogos, enquanto as mais velhas podem lidar com mesada, planejamento de gastos e comparação de preços.
Quando a educação financeira entra na rotina da família e da escola, o aprendizado se torna mais aplicável ao dia a dia, formando adultos mais organizados e conscientes.
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