Brasil Mantém Segunda Maior Taxa de Juros Reais do Mundo
O Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de juros reais, com uma taxa ajustada pela inflação estimada em 9,44% ao ano, segundo dados recentes do economista Jason Vieira, da MoneYou e Lev Intelligence. A posição do país é superada apenas pela Turquia, que registra uma taxa de 10,33% ao ano.
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Apesar de sinais de desinflação interna e uma melhora no cenário econômico global, o Banco Central (BC) manteve a taxa Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira, 28. Essa decisão reflete o esforço do BC em ancorar as expectativas de inflação.
Análise do Mercado e Expectativas de Corte
A avaliação da economista Andrea Bastos Damico, CEO da Buysidebrazil, aponta três fatores importantes: o cenário global desinflacionário, impulsionado pela exportação de deflação da China; o dólar mais fraco, com o real valorizado abaixo de R$ 5,30; e a desinflação consistente no Brasil, mesmo com a volatilidade recente.
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Damico sugere que o Copom (Comitê de Política Monetária) pode suavizar o comunicado, removendo a sinalização de retomada do aperto, e adotar uma linguagem mais dependente dos dados futuros.
Comparativo com Outros Países
A taxa de juros real do Brasil supera países como Rússia (7,89%), Argentina (7,14%) e México (4,21%). Em termos nominais, o Brasil figura na quarta colocação global, atrás da Turquia (39,5%), Argentina (29%) e Rússia (16,5%).
Riscos e Perspectivas Futuras
A desaceleração da atividade econômica e a valorização cambial criam um ambiente mais favorável para um possível corte nos juros. No entanto, o Banco Central continua atento ao mercado de trabalho aquecido e ao ritmo lento de reancoragem das expectativas de inflação, que ainda estão acima da meta estabelecida.
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A manutenção dos juros em patamar elevado pode manter o Brasil entre os países com as maiores taxas de juros do mundo, o que pode impactar negativamente o crédito e o crescimento econômico.
