Brasil Lidera Ranking de Hinos Nacionais em Futebol 2026

O site de jornalismo esportivo The Athletic, afiliado ao New York Times, realizou um ranking inédito e altamente subjetivo dos 48 hinos nacionais das seleções que participam de um torneio de futebol. A publicação classificou os hinos do pior para o melhor, utilizando como critério a capacidade de despertar um sentimento de paixão e entusiasmo na torcida e nos atletas.
O resultado colocou o Brasil no topo absoluto da lista, enquanto a Inglaterra ocupou a última posição, sendo alvo de críticas severas da própria imprensa britânica.
Critérios de Avaliação e os Hinos Mais Elogiados
A avaliação dos hinos não se baseou em critérios técnicos rígidos, mas sim na emoção transmitida. Segundo a análise, os hinos ideais seriam aqueles que possuem melodias marcantes, que não se alongam desnecessariamente e que geram um sentimento coletivo de euforia.
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Os países que alcançaram as primeiras colocações foram elogiados por sua energia e por terem letras que ressoam com o espírito esportivo.
O Brasil recebeu uma nota 9 e foi destacado por sua introdução orquestral de 28 segundos, descrita como “gloriosa”. Em seguida, a França também conquistou nota 9, sendo considerada um “clássico do gênero”, um hino que já foi banido em diferentes épocas da história francesa.
Portugal, com “A Portuguesa”, também recebeu nota máxima, sendo o refrão “às armas” elogiado por emocionar jogadores como João Neves.
Outros países que se destacaram no Top 10 incluem a Colômbia, cujo hino, baseado em um poema de Rafael Núñez, emocionou James Rodríguez, e a Escócia, cuja canção sobre uma batalha de 1314 foi transformada em um verdadeiro “grito de guerra”. O Equador também recebeu nota 9, creditada a uma introdução orquestral de estilo italiano com 34 segundos de duração.
Das Críticas à História: O Fundo da Tabela
Em contraste com os hinos de alta nota, a Inglaterra foi classificada na lanterna, recebendo críticas diretas do veículo. A publicação afirmou que o hino britânico é “terrível”, pois sua melodia, segundo o site, “se arrasta de forma impiedosa”.
Além disso, a letra é apontada como problemática por fazer referência a um “homem velho”, o monarca britânico, e por ter apenas 42 segundos de duração, com uma nota de entusiasmo de 1 em 10.
Outras observações históricas e curiosidades foram notadas na tabela. A Nova Zelândia, por exemplo, recebeu uma crítica mais bem-humorada por ter o hino mais longo do torneio, com 1 minuto e 50 segundos. Já a Alemanha foi descrita como tendo um tom “melancólico”, e o Uruguai foi comparado a um cruzamento entre uma cerimônia britânica e a trilha sonora de “O Mágico de Oz”.
A análise também mergulhou em contextos históricos. O hino do Haiti, “La Dessalinienne”, foi notado por sua semelhança musical com a Marselhesa francesa, uma coincidência que remete ao centenário da independência do país em relação à França.
O hino do Iraque, por sua vez, foi adotado em 2004, após o fim do regime de Saddam Hussein, e o de Portugal foi originalmente composto em 1956, ganhando letra oficial após a classificação para a Copa de 1970.
O The Athletic destacou que, apesar de o hino brasileiro ter uma duração total de 1 minuto e 48 segundos, com muitas palavras cantadas rapidamente, o que realmente elevou sua nota foi a introdução orquestral de 28 segundos. A reportagem concluiu que, mesmo sem o nível de emoção e lágrimas visto antes da semifinal de 2014, o hino nacional do Brasil permanece como um dos melhores hinos do mundo.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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