Desativação em Massa de Orelhões em Todo o Brasil
A partir deste mês de janeiro, o Brasil dará início a um processo de desativação em larga escala de seus orelhões públicos. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou que, com o término dos contratos de concessão com as operadoras de telefonia (Algar, Claro, Oi e Telefônica), mais de 38 mil aparelhos serão desativados em diversas cidades do país.
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Não há uma data precisa definida para a conclusão desse processo, mas a Anatel está avaliando a possibilidade de solicitar um plano de retirada dos terminais. A população também poderá solicitar a remoção dos orelhões diretamente nas centrais de atendimento das empresas de telefonia.
Os aparelhos continuarão a existir em locais onde não há cobertura de rede celular, pelo menos até o final de 2028. A Anatel estima que o Brasil mantenha cerca de 9 mil orelhões após a retirada, que está programada para começar neste mês.
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A redução drástica no número de orelhões é resultado de uma mudança no modelo de concessão. As empresas de telefonia não terão mais a responsabilidade de manter os aparelhos, mas serão obrigadas a investir em infraestrutura de telecomunicações, como a expansão da fibra óptica e a instalação de antenas de telefonia celular (com tecnologia de pelo menos 4G) em áreas sem cobertura.
Além disso, as empresas deverão expandir a rede de telefonia celular, implantar cabos submarinos e fluviais, garantir conectividade em escolas públicas e construir data centers. O orelhão brasileiro, criado em 1971 pela arquiteta Chu Ming Silveira, se destaca por seu design específico, que visa garantir a qualidade do som.
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