Fluxo de Capitais em Criptomoedas: Sentimento de Investimento em Mudança
O Brasil teve um fluxo de saída significativo de fundos de criptomoedas na última semana, retirando US$ 0,5 milhão e R$ 2,7 milhões, conforme dados da CoinShares. Um período de quatro dias, com saídas que totalizaram US$ 1,3 bilhão, quase anulou as entradas líquidas de US$ 1,5 bilhão registradas nos dois primeiros dias de 2026 em produtos negociados em bolsa (ETPs).
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Essa mudança no sentimento do mercado parece estar relacionada à crescente preocupação dos investidores com a possibilidade de o Federal Reserve (Fed) não realizar cortes na taxa de juros em março.
Fluxos Regionais e Ativos Sob Gestão
Nos Estados Unidos, foram registradas as maiores retiradas líquidas, totalizando US$ 568,9 milhões. Em contrapartida, países como Alemanha, Canadá, Suíça, Austrália, Holanda e França apresentaram entradas líquidas significativas, com valores de US$ 58,9 milhões, US$ 24,5 milhões, US$ 21 milhões, US$ 4,7 milhões, US$ 3,2 milhões e US$ 1,4 milhão, respectivamente.
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Apesar do fluxo de saída, o Brasil manteve a sexta posição global em ativos sob gestão (AuM), que avançaram para US$ 1,44 bilhão.
Detalhes dos Investimentos
Os maiores volumes de retiradas líquidas foram observados em ETPs de Bitcoin, Ethereum, cestas multiativos e short Bitcoin, com valores de US$ 404,7 milhões, US$ 116,1 milhões, US$ 20,8 milhões e US$ 9,2 milhões, respectivamente. Por outro lado, fundos de XRP, Solana, Sui e Chainlink registraram entradas líquidas, com valores de US$ 45,8 milhões, US$ 32,8 milhões, US$ 7,6 milhões e US$ 3 milhões, respectivamente.
Além disso, fundos como Fidelity, Grayscale, ARK 21Shares e Volatility também tiveram entradas líquidas significativas.
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Dados Globais e Tendências
O AuM global fechou a semana em US$ 181,94 bilhões. A análise dos ativos sob gestão revela que os maiores fluxos de entrada foram observados nos iShares (de BTC e ETH) da BlackRock, ProFunds e Bitwise. Esses dados refletem o interesse contínuo em criptoativos e a dinâmica do mercado de investimentos em 2026.
