A pergunta sobre o azar no futebol ganha uma resposta visceral para qualquer torcedor que viveu o duelo entre Brasil e França nas quartas de final da Copa de 1986, disputado em Guadalajara, México. A partida se tornou um marco de desventura, um exemplo claro de como o futebol pode ser imprevisível e cruel.
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Um Jogo de Dramatismo
O início do jogo prometia empolgação, com Careca abrindo o placar aos 17 minutos, após uma troca de passes com Júnior e Müller. O goleiro francês, Joel Bats, não teve chances de defesa. No entanto, a invencibilidade de Carlos foi quebrada aos 41 minutos, quando Platini aproveitou uma sobra de bola após uma falha na zaga brasileira.
A partida se equilibrou em 1 a 1, mas o drama estava apenas começando.
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Prorrogação e Pênaltis
O segundo tempo foi marcado por tentativas e erros, com o Brasil sofrendo com a pressão da França. No entanto, a prorrogação intensificou o drama. As duas seleções desperdiçaram chances de gol, levando a torcedores ao limite. A disputa por pênaltis, então, se tornou um teste de nervos e precisão.
Sócrates, cometeu um erro, e Bats defendeu. Platini chutou para o alto, e Bellone, de forma surpreendente, marcou para a França. A última cobrança do Brasil também falhou, com a bola batendo na trave direita de Bats.
Consequências e Reflexões
A vitória da França por 4 a 3 nos pênaltis, com gols de Alemão, Zico, Branco, Stopyra, Amoros, Fernandez e Bellone, selou o fim da jornada do Brasil na Copa de 1986. A derrota foi um duro golpe para a seleção brasileira, que encerrou uma geração de talentos, incluindo o técnico Telê Santana e o craque Falcão.
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Telê Santana, em declaração, expressou sua tristeza e afirmou que aquela seria sua última partida como técnico da seleção.
Um Legado de Desilusão
A partida em si, considerada o melhor jogo da Copa até então, marcou o fim de uma era no futebol brasileiro. A desclassificação da seleção brasileira, após um jogo de extremos, permanece na memória dos torcedores como um símbolo de desilusão e da imprevisibilidade do esporte.
