Prioridades em Mudança: O que Move os Profissionais Após os 65 Anos
Um novo estudo da Korn Ferry, divulgado em 2026, revela que a flexibilidade é o principal critério para brasileiros com 65 anos ou mais na hora de buscar um novo emprego. O levantamento, chamado Workforce Brasil 2025, analisa como as prioridades de trabalho mudam entre as diferentes gerações, considerando fatores como sexo, uso de tecnologia e expectativas em relação às empresas.
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Apesar da expansão da força de trabalho e das mudanças legais, as empresas ainda enfrentam desafios para atrair e reter talentos, mas a percepção sobre o que realmente importa para os profissionais mais experientes está em transformação.
Flexibilidade em Primeiro Lugar
Para os profissionais com 65 anos ou mais, a flexibilidade de jornada se destaca como um fator essencial, sendo considerada relevante por 100% do grupo. Esse percentual é superior ao observado em outras gerações, como Baby Boomers (76%), Gen X (83%), Gen Z (86%) e Millennials (86%).
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O mesmo acontece com o respeito às prioridades pessoais, que também alcança 100% de relevância para essa faixa etária. Isso indica que, em estágios mais avançados da carreira, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional se torna um fator determinante na escolha de um emprego.
Prioridades em 2026: Mais do que Apenas Salário
Embora o salário e a remuneração continuem sendo um fator importante, o estudo aponta que outros critérios ganham peso conforme a idade e a geração. A estabilidade no emprego, os benefícios oferecidos e as oportunidades de aprendizado e desenvolvimento também são considerados prioridades.
No entanto, a flexibilidade e o respeito às prioridades pessoais se destacam como os fatores mais valorizados por essa faixa etária, indicando uma mudança de foco em relação a atributos institucionais.
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Tecnologia e o Futuro do Trabalho
O estudo também analisa o papel da tecnologia na atração e retenção de talentos. A oportunidade de aprendizado e desenvolvimento é citada por 93% dos que pensam em mudar de trabalho e por 92% dos que avaliam permanecer. O uso de tecnologias avançadas, como inteligência artificial e automação, alcança 74% de relevância tanto na entrada quanto na permanência em uma organização, sinalizando atenção crescente da força de trabalho à inovação.
Investir em capacitação contínua e requalificação tornou-se um fator competitivo, sobretudo para reduzir a distância entre o ritmo das mudanças tecnológicas e a preparação dos trabalhadores.
