Brasileiros Presos no Navio MSC Euríbia em Dubai
Mais de 300 brasileiros estão presos a bordo do navio MSC Euríbia, que está ancorado no porto de Dubai, em meio à crescente escalada do conflito no Oriente Médio. A situação se agravou após os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que desencadearam uma guerra que se espalhou por diversos países da região.
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O fechamento do espaço aéreo e a suspensão de voos intensificaram a apreensão dos passageiros.
Relatos dos Passageiros
Segundo relatos de passageiros, incluindo o de João Ricardo Karamekian, que divulgou informações nas redes sociais, a embarcação permanece sem previsão de saída devido ao risco constante de novos ataques. Karamekian descreveu a situação como tensa, com mais de 300 brasileiros a bordo, e ressaltou que um único avião seria suficiente para levá-los.
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A situação tem gerado críticas sobre a falta de apoio das autoridades brasileiras.
Outra passageira, Paula de Oliveira Graciani, relatou que os viajantes estão presos no navio desde o início dos combates na região e que recebem alertas frequentes sobre possíveis bombardeios. Ela expressou a esperança de receber assistência do consulado brasileiro para que este possa organizar o fretamento de um avião e garantir a retirada dos passageiros. “Estamos aguardando a ajuda do consulado brasileiro para que eles possam fretar um avião e nos tirar daqui”, declarou.
Resposta da MSC Cruzeiros
A MSC Cruzeiros iniciou uma operação para retirar os passageiros da região após os ataques. A empresa informou que está adotando medidas para repatriar os hóspedes do MSC Euribia da maneira mais segura e rápida possível. A companhia organizou uma operação dedicada que inclui cinco voos fretados, com o primeiro deles programado para decolar nesta quinta-feira.
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A MSC Cruzeiros estima que os voos permitam que cerca de 1.000 passageiros deixem a região até sábado (7). A empresa também está avaliando outras alternativas, como voos comerciais, novos voos fretados e soluções coordenadas com apoio de governos.
A MSC não divulgou o número exato de brasileiros entre os passageiros que serão repatriados.
Acompanhamento e Expectativas
A Jovem Pan entrou em contato com o Ministério das Relações Exteriores para verificar se o órgão está monitorando o caso e quais medidas estão sendo tomadas para auxiliar os passageiros. Até o momento, não houve resposta oficial. A empresa mantém o espaço aberto para manifestações e espera por informações sobre o andamento da situação.
