BTG Pactual Ajusta Carteira 10SIM em Março de 2026: Motiva Entra, Nubank Sai!

BTG Pactual muda aposta! 🚀 Ajustes na 10SIM para março de 2026 refletem turbulência no mercado. Motiva entra, Raia sai! Descubra as mudanças e o que esperar.

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(Imagem de reprodução da internet).

Ajustes na Carteira 10SIM do BTG Pactual para Março de 2026

O BTG Pactual realizou ajustes em sua carteira de ações recomendada, a 10SIM, para o mês de março de 2026, em resposta a um mês de forte entrada de capital estrangeiro no mercado brasileiro e à valorização expressiva da bolsa. A situação econômica do país, marcada por um crescimento de 17,2% no Ibovespa em reais e 25,1% em dólar ao longo de 2026, impulsionada por um fluxo positivo de R$ 41,6 bilhões em investimentos estrangeiros, influenciou as decisões do banco.

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A alta de 4,1% em fevereiro, com um aporte de R$ 15,3 bilhões na bolsa, manteve a pressão de alta nos preços.

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Mudanças na Alocação e Fundamentos das Empresas

A principal alteração na carteira foi a inclusão da Motiva (MOTV3), substituindo a Raia (RADL3). A decisão se baseou na avaliação do banco sobre a empresa, que passou por um processo de otimização do seu portfólio em 2025, com foco em melhorar a eficiência operacional e atrair investimentos.

Além disso, o BTG enxerga um potencial significativo de crescimento para a Motiva, impulsionado por novos projetos e pela possibilidade de venda de participações em ativos de mobilidade urbana. Em contrapartida, a Raia foi removida da carteira devido a múltiplos de avaliação considerados elevados, apesar de apresentar gatilhos de crescimento, como o avanço das vendas de tratamentos com GLP-1.

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Redução na Exposição ao Nubank e Aumento na Axia Energia

Outra mudança relevante foi a redução da exposição ao Nubank (ROXO34), de 15% para 10%, após a divulgação dos resultados da empresa. Apesar de manter a recomendação de compra, o banco destaca que o papel é negociado a múltiplos atrativos, com potencial de aceleração no Brasil, avanço no México e opções nos Estados Unidos.

Paralelamente, houve um aumento no peso da Axia Energia (AXIA3), que agora representa 15% da carteira, refletindo a expectativa de que a empresa se beneficie dos preços mais altos de energia e de pagamentos extraordinários anunciados em 2025. A Eneva (ENEV3) também permanece na carteira, com otimismo em relação ao segundo Leilão de Capacidade, previsto para março, que pode gerar valor através da recontratação e nova contratação de usinas térmicas.

Foco em Descontos e Catalisadores

O BTG Pactual reforça a busca por empresas com fundamentos sólidos e catalisadores claros, buscando oportunidades em ativos relativamente descontados. A exposição a petróleo e ouro, representada pelas ações da Prio (PRIO3) e Aura (AURA33), permanece inalterada, em alinhamento com o cenário global, que ainda enfrenta riscos de interrupções logísticas e a demanda por esses metais.

A Aura, em particular, é vista como a única forma “pura” de exposição ao ouro dentro do Ibovespa, com fundamentos favoráveis e potencial de dividendos consistentes.

Outras Alocações e Perspectivas

Além das empresas mencionadas, a carteira 10SIM do BTG Pactual inclui posições em Allos (ALOS3), considerada um “proxy de título público” devido ao seu guidance de dividendos, e Localiza (RENT3), que apresenta resultados de alta qualidade e potencial de revisão de lucro em um cenário de flexibilização monetária.

O Itaú (ITUB4) continua sendo a principal recomendação do banco no setor bancário, mesmo após uma alta de 20% no ano, com múltiplos atrativos. A Stone (STOC34) também é monitorada, com uma tese que inclui valuation atrativo e possível retorno de capital após a venda da Linx.

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