A ByteDance, empresa por trás do popular aplicativo TikTok, acaba de lançar uma nova versão do Seedance, sua plataforma de vídeos, com uma restrição inicial. A Seedance 2.0 só pode ser utilizada por usuários na China. A novidade tem gerado interesse entre profissionais da indústria, como Feng Ji, fundador de um estúdio importante, mas a empresa enfrenta obstáculos para expandir o acesso.
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Uma atualização recente na API da plataforma sugere que a ByteDance está se preparando para permitir que desenvolvedoras terceiras utilizem o Seedance. Segundo uma análise do IT Home, a empresa está oferecendo a possibilidade de gerar vídeos de dois segundos por apenas US$ 2, testando a plataforma com aplicativos como Doubao, Jimeng, Xiaoyunque e Spark.
No entanto, a empresa está lidando com problemas de capacidade computacional e ameaças judiciais para alcançar o sucesso em mercados como os Estados Unidos.
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Controvérsias e Ações Legais
O lançamento da Seedance 2.0 gerou reações negativas da indústria. A Disney enviou uma carta de cessar e desistir após o aplicativo permitir a criação de vídeos com personagens como Mickey, Minnie e Homem-Aranha em cenas inéditas e não autorizadas.
Os advogados da ByteDance argumentaram que essa prática configuraria “roubo virtual” de propriedade intelectual, violando a legislação americana.
A situação não se limitou à Disney. Estúdios como Paramount Pictures, Warner Bros. e Netflix também enviaram notificações à ByteDance, e o sindicato dos atores de Hollywood, o SAG-AFTRA, classificou o uso de imagens e personagens como uma “violação flagrante” de direitos.
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Em resposta à pressão, a ByteDance suspendeu a possibilidade de envio de fotos de pessoas reais ao aplicativo, buscando reduzir os riscos legais.
Desafios Técnicos e Estratégia da ByteDance
A ByteDance enfrenta dificuldades para abrir o Seedance 2.0 para a geração de vídeos de IA em mercados ocidentais, principalmente devido à falta de GPUs adequadas. A empresa tem demorado horas para gerar um único vídeo, como relatado pela Wired, com uma espera de dez horas para um vídeo de cinco segundos.
Diante disso, a ByteDance pode optar por focar no mercado artístico chinês, que demonstra maior receptividade a produtos que produzem conteúdo de qualidade.
A empresa está buscando aumentar sua capacidade computacional para lidar com a demanda por vídeos de alta qualidade, mas o processo ainda é lento e complexo. A estratégia da ByteDance parece estar se concentrando em adaptar o Seedance 2.0 para o mercado interno da China, enquanto lida com os desafios legais e técnicos no exterior.
