Câmara mantém votação sobre fim do 6×1: o que Motta e líderes decidem agora?

Câmara dos Deputados mantém votação sobre fim do regime 6×1
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), optou por não suspender a votação da PEC que visa acabar com a escala de trabalho 6×1 na CCJ da Casa nesta quarta-feira, dia 15, mesmo após debates sobre o tema no Congresso. Os líderes partidários estão reunidos hoje, às 14h, para definir os próximos passos.
Estratégia de Motta e o andamento da proposta
Essa decisão reforça a estratégia de Motta de manter o ritmo da tramitação da proposta já em análise na Câmara. Isso sinaliza autonomia do Legislativo em relação às iniciativas vindas do Executivo, preservando o cronograma estabelecido.
Análise da PEC e divergências de pauta
A expectativa é que o relator, deputado Paulo Azi (União Brasil-BA), apresente um parecer favorável à admissibilidade da PEC, que se restringe à análise constitucional do texto. Contudo, persiste a incerteza sobre qual caminho prevalecerá para concretizar a mudança na jornada de trabalho.
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Há um embate entre a PEC defendida por deputados e um projeto de lei enviado pelo Palácio do Planalto, que possui urgência constitucional e pode paralisar a pauta da Câmara se não for votado em até 45 dias.
O cálculo político por trás da manutenção da votação
Apesar da nova proposta governamental, a visão majoritária entre as lideranças da Câmara é que ainda não há clareza sobre como conciliar os dois textos. Motta informou que qualquer ajuste dependerá de negociações com os líderes partidários, mas, por enquanto, manteve o ritmo da tramitação da PEC.
Nos bastidores, essa movimentação também está ligada a um cálculo político mais amplo. Aliados têm incentivado que o presidente da Câmara centralize as articulações, espelhando o que fez seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL), durante a tramitação da reforma tributária.
Construindo um legado político
A ideia é que Motta se posicione como o fiador de um eventual acordo, fazendo com que a PEC do fim do regime 6×1 seja vista como uma oportunidade para construir um “legado” na presidência da Casa.
Por ser uma matéria com grande mobilização social e impacto direto nas relações de trabalho, a aprovação da medida poderia aumentar significativamente seu capital político, gerando apoio para si e para sua base eleitoral em outubro.
Próximos passos da tramitação
A proposta em discussão visa acabar com o modelo de trabalho de seis dias seguidos de um de folga, além de reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas. Caso seja considerada admissível pela CCJ, o texto avançará para uma comissão especial antes de qualquer votação no plenário da Câmara.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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