Campos Neto apoia a continuação do objetivo de ter zero de déficit em 2024
19/12/2023 às 21h45

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, admitiu nessa terça-feira (19) que a taxa de juros real (descontada a inflação) no Brasil é alta, porém está diminuindo. Ele também defendeu que o governo Lula continue trabalhando para alcançar a meta de não ter déficit primário em 2024.
Durante um evento do jornal Correio Braziliense em Brasília, Campos Neto disse que a questão fiscal continua sendo uma das principais preocupações do mercado brasileiro.
Ele não mencionou que a S&P, agência de classificação de risco, aumentou a nota de crédito de longo prazo do Brasil para “BB”, em vez de “BB-“, devido à aprovação da reforma tributária. O governo considera que essa reforma pode ter um impacto positivo na área fiscal.
“Importante é perseverar (na meta fiscal). É uma luta permanente”, disse Campos Neto, pontuando que a necessidade de arrecadações extras por parte do governo é o que tem colocado em dúvida o cumprimento da meta. “Arrecadação é o que causa um pouco mais do nervosismo”, acrescentou.
Durante sua apresentação, Campos Neto enfatizou que não existe uma relação direta entre a área fiscal e as decisões do BC sobre a taxa básica Selic, nem entre o cenário externo e a política monetária.
Ao abordar o cenário externo, Campos Neto destacou as declarações recentes do chair do Federal Reserve, Jerome Powell, interpretadas pelo mercado global como indicações de que a instituição poderá iniciar o processo de cortes de juros já em março de 2024.
“Eles (membros do Fed) voltaram esta semana para tentar amenizar o discurso”, acrescentou Campos Neto, em referência a declarações nos últimos dias de dirigentes do Fed que buscaram esfriar a euforia do mercado em torno da possibilidade de início do ciclo de baixa de juros em março.
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Campos Neto também mencionou que os mercados de ações globais têm subido ultimamente, especialmente o índice S&P na bolsa de Nova York. Ele explicou que o Brasil ainda está atrasado nessa área.
Campos Neto comentou no dia em que o Ibovespa atingiu um novo recorde, chegando perto de 132 mil pontos.