Canetas Emagrecedoras: Um Investimento Contínuo e Desafiador
As canetas emagrecedoras, como Ozempic e Mounjaro, têm ganhado destaque no tratamento da obesidade e diabetes, mas seu alto custo tem gerado preocupação entre pacientes e especialistas. Com preços que se aproximam do valor de um salário mínimo em São Paulo, e com um mercado global projetado para ultrapassar US$ 150 bilhões até 2030, a questão da acessibilidade se torna central.
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A expectativa é que a abertura do mercado traga mais concorrência e, consequentemente, reduza os valores praticados nas farmácias.
O elevado custo dessas medicações, que atualmente ultrapassa bilhões de dólares em vendas anuais, tem levado especialistas a analisarem o impacto da patente da semaglutida no Brasil. Apesar da expectativa de que os preços não caiam drasticamente no curto prazo, a entrada de alternativas, como biossimilares, deve ocorrer a partir de 2026, com um impacto limitado.
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Esses biossimilares, com descontos de cerca de 20%, ainda representam um investimento significativo para muitos pacientes.
Dicas para Gerenciar o Orçamento e Evitar Armadilhas Financeiras
Para André Bobek, especialista em planejamento financeiro, o gasto com canetas emagrecedoras idealmente não deve ultrapassar 5% do orçamento mensal. Ele ressalta a importância de evitar o parcelamento, recomendando a compra à vista para aproveitar os descontos.
A médica endocrinologista Diana Viegas Martins enfatiza que, devido ao uso contínuo dessas medicações, o objetivo principal é o controle da glicemia ou perda de peso, e o parcelamento pode levar a um ciclo de gastos desnecessários.
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Milene Dellatore, especialista em finanças e investimentos, alerta que o uso contínuo dessas medicações pode gerar um custo mensal próximo a um aluguel. Ela sugere que o planejamento financeiro deve começar no consultório médico, considerando o lançamento de novos produtos e seus respectivos preços.
A orientação é que o médico converse de forma clara com o paciente, pois o medicamento deve ser utilizado de forma contínua para atingir o objetivo terapêutico.
Opções de Medicamentos e Variações de Preço
As opções de medicamentos à base de liraglutida, como Olire e Lirux, apresentam preços mais acessíveis, especialmente após a chegada de genéricos. Já os medicamentos à base de semaglutida, como Ozempic e Wegovy, possuem um custo mais elevado, com preços que variam de R$ 794,47 a R$ 2.666,62, dependendo da dosagem e da região.
O Rybelsus, versão oral da semaglutida, tem preços que variam conforme a quantidade de comprimidos por caixa, podendo chegar a R$ 4.448,95.
O Mounjaro (tirzepatida) concentra os maiores custos entre as terapias, com canetas aplicadoras que variam de R$ 2.329,78 a R$ 4.058,86, enquanto algumas apresentações em frasco podem ir de R$ 738,09 a R$ 4.202,50. A escolha do medicamento e a gestão financeira são cruciais para garantir o acesso a essa terapia e evitar surpresas no orçamento.
