Canetas “Emagrecedoras” se Tornam Alvo de Crime Organizado em SP
O mercado de canetas utilizadas no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2 tem atraído a atenção do crime organizado em São Paulo. Em 2025, um estudo da Abrafarma revelou perdas significativas, ultrapassando R$ 69 milhões em roubos e furtos cometidos por grandes redes de farmácias.
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A associação destaca que a revenda ilegal dessas canetas, que exigem prescrição médica para aquisição, ocorre principalmente em marketplaces, prática proibida no Brasil.
Sérgio Mena Barreto, CEO da Abrafarma, enfatiza os riscos à saúde pública, ressaltando que o armazenamento inadequado, sem refrigeração adequada, pode comprometer a eficácia e a segurança do medicamento. O custo de cada caneta, em média, é de R$ 1.500, o que torna o produto um alvo valioso para atividades criminosas.
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A expectativa é que o lançamento de versões genéricas e a entrada de novas marcas no mercado aumentem ainda mais o uso dessas canetas, gerando preocupação nas autoridades.
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, em parceria com a Abrafarma, está mapeando as quadrilhas especializadas envolvidas nesse tipo de crime. O secretário Osvaldo Nico Gonçalves informou que investigações estão em andamento para identificar os receptadores, vendedores e autores dos crimes.
A estratégia visa fortalecer o uso de inteligência e coordenar ações entre farmácias, a polícia e plataformas digitais.
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O objetivo principal é combater a crescente ação criminosa e garantir a segurança do uso dessas canetas, que são prescritas para o tratamento de condições de saúde específicas. A colaboração entre diferentes setores é fundamental para o sucesso das investigações e para a proteção da saúde pública.
