Crise hídrica atinge a Região Metropolitana de SP! Cantareira em nível crítico (19,8%) exige atenção urgente. Sabesp e Arsesp monitoram a situação e intensificam campanhas de conscientização. Riscos de rodízio no abastecimento!
A situação dos reservatórios que abastecem a região metropolitana de São Paulo exige atenção constante, especialmente diante de um cenário de chuvas irregulares, ondas de calor mais frequentes e aumento no consumo de água. Em setembro de 2026, o sistema Cantareira, que representa uma parte crucial do Sistema Integrado Metropolitano, operava em nível crítico, na faixa especial, com apenas 19,8% de sua capacidade.
Essa situação é significativamente inferior ao mesmo dia do ano anterior, quando o volume era de 50,9%.
O monitoramento diário é realizado pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). Os níveis dos reservatórios são atualizados todas as manhãs, seguindo um modelo de sete faixas de atuação, baseado no volume médio dos sete sistemas da Grande São Paulo.
A região está atualmente na faixa 3, considerada de atenção, com redução da pressão nos sistemas por 10 horas diárias (19h às 5h) e intensificação das campanhas de conscientização sobre o uso da água.
Se o volume médio dos reservatórios diminuir cerca de três pontos percentuais, a Grande São Paulo entrará na faixa 4, com 12 horas de redução da pressão no sistema. Em cenários mais graves, as faixas 5, 6 e 7, que representam contingências controladas, podem levar a períodos de redução da pressão de 14 e 16 horas, respectivamente, ou até mesmo ao rodízio de abastecimento entre regiões, com fornecimento de caminhões-pipa para serviços essenciais.
O Cantareira, único sistema com volume morto, é responsável por abastecer cerca de metade da população da região metropolitana de São Paulo e contribui para o atendimento de Campinas, nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. O sistema é composto por cinco reservatórios interligados, com um volume útil total de 981,56 bilhões de litros.
Apesar da interligação entre a represa Jaguari e a represa Atibainha, que ampliou a segurança hídrica, a situação permanece crítica, com o sistema operando próximo a 20% da capacidade.
A Sabesp tem reduzido gradualmente a retirada de água do sistema Cantareira, ajustando a vazão máxima média mensal de acordo com a faixa de operação. A Arsesp reforça a importância do uso consciente da água, incentivando pequenas atitudes como fechar a torneira ao escovar os dentes e reaproveitar a água da máquina de lavar.
Apesar das projeções de chuvas na média histórica, o Cantareira pode terminar o verão em estado de alerta, com uma estimativa de 39% de sua capacidade para o fim de março de 2026. A Sabesp e a SP Águas continuam a monitorar os relatórios técnicos e a investir em obras de segurança e resiliência hídrica, buscando garantir o abastecimento da região metropolitana de São Paulo.
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