Carga Tributária Bruta do Brasil em 2025 Atinge Novo Patamar Histórico
Em 2025, a carga tributária bruta (CTB) do governo brasileiro, abrangendo as esferas federal, estadual e municipal, alcançou 32,40% do Produto Interno Bruto (PIB). Este valor representa um aumento de 0,18 ponto percentual em comparação com os dados de 2024, marcando o nível mais elevado desde 2010, o início da série histórica do órgão.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira, 10, por meio do Boletim de Estimativa da Carga Tributária Bruta do Governo de 2025. O levantamento segue as diretrizes estabelecidas pelo Manual de Estatísticas de Finanças Públicas, de 2014, do FMI, sendo a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) a responsável pela divulgação oficial do indicador no país.
Entendendo o Indicador de Carga Tributária
O indicador em questão mede a proporção total de tributos arrecadados pelas três esferas de governo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). A análise detalhada revela que o avanço da carga tributária no âmbito federal foi impulsionado principalmente pelo aumento na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF).
LEIA TAMBÉM!
Impactos no Governo Federal e Estadual
No nível federal, o crescimento foi influenciado pelo aumento do IRRF, que registrou um acréscimo de 0,23 ponto percentual do PIB. O documento aponta que isso reflete o crescimento dos rendimentos do trabalho, ligado à expansão da massa salarial.
Houve também um aumento de 0,10 p.p. do PIB e de 0,12 p.p. do PIB nas contribuições ao RGPS. Estes incrementos estão associados às operações de crédito e câmbio, além da reoneração da folha de pagamentos, impulsionando o sistema previdenciário.
Em contrapartida, os estados apresentaram um recuo de 0,09 ponto percentual do PIB na carga tributária, movimento ligado à redução relativa da arrecadação do ICMS, mesmo havendo crescimento nominal da receita.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Dinâmica Municipal e Setorial
Os municípios registraram uma elevação de 0,03 ponto percentual do PIB na carga tributária. Esse resultado foi puxado pelo Imposto sobre Serviços (ISS), que cresceu 0,02 ponto percentual, acompanhando o desempenho do setor de serviços.
A estrutura geral da tributação mostrou pouca variação em 2025. Os impostos sobre bens e serviços continuam sendo a principal fonte, com leve queda para 13,78% do PIB. Já os tributos sobre renda, lucros e ganhos de capital subiram para 9,16% do PIB.
Quais Tributos Federais Impulsionaram a Arrecadação?
O relatório detalha a elevação de tributos federais específicos. O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) subiu de 0,57% para 0,68% do PIB, devido a mudanças nas alíquotas sobre crédito e câmbio.
O Imposto de Renda retido na fonte (IRRF) elevou-se de 4,78% para 5% do PIB. O Tesouro Nacional atribui esse aumento não a mudanças de alíquotas, mas sim à expansão econômica, especialmente da massa salarial, já que o tributo incide sobre rendimentos.
Comparativo Internacional da Tributação Brasileira
Apesar do aumento, o nível de tributação no Brasil, em 32,40%, permanece próximo ao de economias desenvolvidas. No entanto, a carga tributária nacional está abaixo da média da OCDE, que gira em torno de 34,06% do PIB, mas acima da média da América Latina, que se aproxima de 21%.
A principal diferença reside na composição: o Brasil apresenta maior concentração em tributos sobre consumo e folha de pagamentos. Em contraste, os países da OCDE distribuem a arrecadação com maior peso sobre renda e patrimônio.
A análise da evolução da Carga Tributária Bruta, de 2010 a 2025, mostra esses dados comparativos entre o Brasil e outras nações selecionadas.
