Carla Zambelli permanece detida pela decisão judicial italiana
Zambelli permanece sob custódia do STF e seguirá encarcerada na prisão de Rebibbia até o processo de extradição ser concluído.

A Justiça italiana determinou que a deputada licenciada Carla Zambelli (PL-SP) mantenha a custódia em regime fechado no presídio feminino de Rebibbia, em Roma, desde a terça-feira passada (29.jul).
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A Corte de Apelação de Roma tomou a decisão após uma análise inicial do caso, conforme informações do portal G1, que ouviu fontes da investigação e da diplomacia brasileira. A audiência, que durou aproximadamente três horas, ocorreu em ambiente reservado.
A deputada não poderá permanecer em liberdade ou sob prisão domiciliar durante o processo de extradição. Para compreender o motivo pelo qual a deputada pode ser extradição, apesar de possuir cidadania italiana, consulte a reportagem do Poder360.
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De acordo com Pieremilio Sammarco, advogado de Zambelli, que declarou à Folha de S. Paulo, o próximo passo será uma nova audiência, na mesma Corte de Apelação, que seguirá com o processo de extradição da deputada.
Posteriormente, o caso é encaminhado à Corte de Cassação, instância máxima do Judiciário italiano, e, por fim, ao Ministério da Justiça do país europeu, que proferir a decisão final.
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Na quinta-feira (31/7), o ministro Alexandre de Moraes do STF ordenou que a AGU (Advocacia-Geral da União) acompanhe o processo de extradição da deputada.
A decisão foi tomada após a PF (Polícia Federal) comunicar formalmente ao Supremo sobre o arresto da congressista.
Análise do Caso
A deputada foi condenada por unanimidade em maio a 10 anos de prisão por participação no ataque hacker ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O STF declarou que ela atuou em conjunto com o hacker Walter Delgatti Neto, que realizou a invasão para emitir um mandado falso de prisão contra Moraes.
Ela, então, deixou o Brasil em junho e encontrava-se foragida. O nome de Zambelli foi incluído na lista vermelha da Interpol em 5 de junho.
Para evitar a perda automática de mandato, solicitou uma licença de 127 dias à Câmara. O afastamento, contudo, encerra em 16 de outubro. Caso permaneça ausente, poderá ser cassada.
Adicionalmente à pena de prisão, tramita na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara um processo que pode resultar na cassação. A relatoria é do deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), e a perda do mandato depende de 257 votos no plenário.
Fonte por: Poder 360