Carol Castro expõe luta contra fibromialgia! Atriz revela diagnóstico tardio e frustrante, após anos confundir sintomas com sinusite. Descubra a complexidade da doença e seus impactos
A atriz Carol Castro, de 41 anos, compartilhou sua experiência pessoal no programa Encontro, da TV Globo, nesta quinta-feira, 26. Durante a conversa, ela relatou a demora para identificar que sofria de fibromialgia, inicialmente acreditando que seus sintomas eram causados por crises de sinusite. “Eu sempre pensava que era sinusite, porque a dor na cabeça e no pescoço era muito forte”, explicou a atriz.
Carol descreveu a sensação de constante alerta que experimenta, como se seu cérebro estivesse sempre em estado de tensão. Ela ressaltou a complexidade do diagnóstico, devido à falta de um exame específico para detectar a doença. “É frustrante, porque muitas pessoas não conseguem nem sair da cama.
Há um grande julgamento por parte das pessoas”, afirmou com sinceridade.
A fibromialgia é uma síndrome complexa, caracterizada por dores generalizadas que duram mais de três meses e não estão associadas a sinais de inflamação. Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a doença afeta cerca de 2% a 3% da população brasileira.
A incidência é maior em mulheres, entre 30 e 50 anos, e está relacionada a uma alteração no sistema nervoso central, que intensifica a percepção da dor.
Além da dor persistente, pacientes com fibromialgia frequentemente apresentam sintomas como fadiga extrema, dificuldades para dormir, problemas de memória e concentração, ansiedade, depressão e alterações no funcionamento do intestino. É importante ressaltar que a intensidade da dor pode variar significativamente de pessoa para pessoa.
O diagnóstico da fibromialgia é feito clinicamente, através da avaliação do histórico do paciente e de um exame físico detalhado. Não são necessários exames para confirmar o diagnóstico, pois a doença é identificada pela análise dos sintomas e pela exclusão de outras condições com sintomas semelhantes.
A SBR e o Ministério da Saúde enfatizam a importância do diagnóstico precoce para melhorar a qualidade de vida do paciente.
O tratamento da fibromialgia é individualizado e pode incluir o uso de medicamentos para aliviar a dor e os sintomas, a prática regular de exercícios físicos, fisioterapia e terapias complementares, como acupuntura e meditação. O acompanhamento médico é fundamental para monitorar a progressão da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.
A fibromialgia é uma condição complexa que exige compreensão e apoio. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem ajudar os pacientes a controlar os sintomas e a manter uma boa qualidade de vida. O Ministério da Saúde reforça a importância do acompanhamento no Sistema Único de Saúde (SUS) para garantir o acesso ao tratamento e ao suporte necessários.
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