Estudo da Casa Branca: Rendimento em stablecoins não ameaça crédito! Saiba como os bancos reagem e o que muda no Clarity Act. Clique e confira!
A Casa Branca divulgou, nesta quarta-feira, dia 8, um estudo elaborado por conselheiros econômicos. Segundo o relatório, a oferta de rendimento em stablecoins não causa um dano substancial ao sistema de crédito. Atualmente, o principal obstáculo para a aprovação do projeto de regulamentação de criptomoedas dos Estados Unidos, conhecido como Clarity Act, reside na resistência dos bancos tradicionais.
As instituições financeiras argumentam que, se houver incentivo para manter valores em stablecoins com oferta de rendimento, os cidadãos tenderão a retirar dinheiro dos depósitos bancários. Isso, segundo eles, diminuiria a capacidade geral dos bancos de conceder empréstimos.
O estudo, contudo, aponta que eliminar o rendimento das stablecoins elevaria o crédito bancário em apenas US$ 2,1 bilhões no cenário-base, o que representa um aumento modesto de 0,02%. A Casa Branca esclarece que a maior parte das reservas de stablecoins circula pelo sistema bancário como depósitos comuns.
Além disso, apenas os 12% mantidos em contas bancárias estariam realmente bloqueados para o multiplicador de crédito, mesmo considerando um requisito de reserva de 100%. Essa fração é ainda mais reduzida pelos requisitos prudenciais e pelas reservas voluntárias de liquidez dos bancos, conforme detalha o órgão.
O relatório também destaca benefícios que as stablecoins oferecem, os quais não são encontrados em depósitos convencionais, especialmente para investidores de âmbito internacional. Um desses pontos é a liquidação instantânea, disponível 24 horas por dia, sete dias por semana.
Outra vantagem citada é a segurança, visto que as reservas que sustentam as stablecoins são totalmente colateralizadas. Em contraste, os depósitos bancários estão sujeitos ao risco de crédito. Os conselheiros dos EUA afirmam que isso pode ajudar a prevenir corridas bancárias e, consequentemente, melhorar a estabilidade do sistema de pagamentos.
A Casa Branca também esclarece que o crescimento das stablecoins altera a composição dos depósitos, mas não necessariamente o nível total. Se um investidor retira US$ 1 de um Banco A para comprar stablecoin, o emissor precisa adquirir US$ 1 em títulos do Tesouro americano para manter a reserva.
O vendedor desse título, por sua vez, depositará o valor em outro Banco B, mantendo o dinheiro no sistema.
No entanto, essa dinâmica depende da manutenção de reservas abundantes, algo viabilizado pela política monetária flexível do Federal Reserve (Fed). Caso as reservas ficassem escassas, a reorganização teria consequências distintas, forçando os bancos a reduzir empréstimos.
Este não é o primeiro momento em que o governo americano apoia o setor cripto em sua disputa contra os bancos sobre os rendimentos das stablecoins. No início de março, o presidente americano, Donald Trump, utilizou sua plataforma Truth Social para criticar os bancos.
Trump alegou que os bancos estão registrando lucros recordes e não podem prejudicar a “nossa poderosa Agenda Cripto”. Ele alertou que, se o lobby bancário impedir a aprovação do Clarity Act, o sucesso dos criptoativos americanos poderia migrar para países como a China.
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