Casa Branca tenta acalmar boatos sobre uso de armas nucleares contra Irã
A Casa Branca tem trabalhado intensamente nas últimas horas para dissipar especulações preocupantes de que o governo americano possa considerar o uso de armamentos nucleares contra o Irã. Tais suspeitas ganharam força após declarações feitas por Donald Trump e seu vice, JD Vance.
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Declarações de Trump e Vance alimentam tensões geopolíticas
As alegações surgiram após Trump ameaçar destruir “uma civilização inteira”. Posteriormente, Vance fez comentários vagos sobre o uso de “ferramentas que ainda não foram usadas”, aumentando o clima de apreensão internacional.
Contexto das ameaças
Poucas horas antes do prazo final do ultimato dado por Trump aos iranianos sobre a abertura do Estreito de Ormuz, o presidente dos EUA postou em sua rede, a Truth Social, que “uma civilização inteira morrerá esta noite para nunca mais ser ressuscitada”, sem detalhar o que seria essa ameaça.
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A fala de Vance na Hungria
Mais tarde, durante uma visita à Hungria, Vance reforçou o alerta, afirmando que os iranianos precisam estar atentos, pois os EUA possuem “ferramentas” ainda não utilizadas. Ele acrescentou que essa postura poderia mudar, dependendo da vontade de Trump.
“O presidente dos Estados Unidos pode decidir usar essas ferramentas, e vai decidir fazer isso se os iranianos não mudarem a forma de agir”, declarou Vance, sem especificar o que seriam essas supostas ‘ferramentas’.
Repercussão e resposta oficial
As falas ambíguas geraram críticas imediatas e amplamente divulgadas nas redes sociais. Um perfil ligado à oposição escreveu que “JD Vance dobra a aposta da publicação de Trump que afirma que ‘toda uma civilização morrerá esta noite’ e insinua que Trump pode usar armas nucleares”.
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Em resposta, uma página oficial da Casa Branca, dedicada a fornecer “respostas rápidas” nas redes, em tom semelhante ao de Trump, desmentiu veementemente: “Literalmente nada que o @VP [Vance] escreveu ‘insinua’ isso, seus palhaços”.
Agenda política de Vance na Europa
Vale notar que Vance estava na Hungria para oferecer apoio do governo dos EUA a Viktor Orbán, primeiro-ministro de extrema-direita. Orbán enfrentará um fim de semana crucial, onde a oposição figura como favorita nas principais pesquisas eleitorais.
