Caso Ryan da Silva Andrade Santos: Justiça Arquiva Inquérito, Mas MP Intensifica Busca por Verdades

Inquérito sobre morte de menino de 4 anos é arquivado, mas MP abre nova investigação por Ryan da Silva Andrade Santos. Críticas à perícia!

08/06/2026 17:10

3 min

Caso Ryan da Silva Andrade Santos: Justiça Arquiva Inquérito, Mas MP Intensifica Busca por Verdades
(Imagem de reprodução da internet).

Caso Ryan da Silva Andrade Santos: Inquérito Arquivado, Mas Investigação Continua

A Justiça determinou o arquivamento do inquérito que investigava a morte de Ryan da Silva Andrade Santos, de 4 anos, ocorrida em Santos, São Paulo, em 5 de novembro de 2024. A decisão, tomada após análise da Polícia Civil, considerou que não havia elementos suficientes para atribuir culpa ao policial militar responsável pelo disparo que atingiu a criança.

A reportagem busca contato com a defesa do militar para obter sua versão sobre o ocorrido.

Novo Procedimento do Ministério Público

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) não concordou com o arquivamento e iniciou um novo procedimento investigatório, denominado Procedimento Investigatório Criminal (PIC). A promotoria criminal, liderada pelo promotor responsável, avaliou a necessidade de aprofundar as investigações em torno da morte de Ryan, buscando esclarecer todos os aspectos do caso.

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A decisão foi motivada por indícios levantados no Inquérito Policial Militar (IPM) que também foi aberto para apurar a conduta dos policiais.

Circunstâncias da Morte e Relatório Pericial

O inquérito policial apontou que o incidente ocorreu durante um tiroteio entre policiais militares e suspeitos que estavam em uma motocicleta, no Morro São Bento. Ryan estava brincando na rua quando foi atingido. A perícia revelou que o projétil ricocheteou em uma superfície dura antes de atingir a criança, e o delegado do caso concluiu que o policial não poderia ter previsto o risco de atingir um menor próximo ao local.

O laudo necroscópico confirmou a causa da morte como hemorragia aguda devido aos ferimentos, decorrentes do disparo.

Legítima Defesa e Investigação em Curso

A investigação também considerou que os policiais agiram em legítima defesa, diante da ação dos suspeitos armados, que também dispararam contra a polícia. Durante o inquérito, os sete policiais militares investigados alegaram ter sido atacados por um grupo de pessoas, incluindo os adolescentes baleados.

Um revólver calibre 38 foi apreendido. A morte de Ryan gerou grande comoção no bairro, onde o pai da criança, Leonel Andrade dos Santos, também foi vítima de ação policial durante a Operação Verão, em 2024.

Detalhes do Incidente e Perícias

Ryan foi atingido na barriga enquanto brincava no Morro de São Bento, em Santos, no dia 5 de novembro de 2024. O menino foi encaminhado à Santa Casa de Misericórdia de Santos, onde passou por cirurgia, mas não resistiu. Peritos do Instituto Médico Legal (IML) analisaram o projétil que ficou alojado sob o mamilo esquerdo da criança, confirmando que o disparo ricocheteou antes de atingir o menor. A investigação continua com o objetivo de esclarecer todos os fatos relacionados à ocorrência.

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