A busca incessante por resultados está gerando uma pressão sem precedentes nas organizações, e os efeitos já são evidentes nos níveis mais altos da gestão. Dados recentes apontam para um aumento alarmante no turnover de CEOs, acompanhado de relatos de executivos sobrecarregados e com dificuldades para manter o ritmo de trabalho.
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A crescente demanda por desempenho elevado tem gerado um impacto significativo na saúde e bem-estar dos líderes.
Governança do Bem-Estar: Uma Nova Abordagem
Diante desse cenário, surge o conceito de “governança do bem-estar”, uma proposta que redefine a relação entre performance e saúde. A ideia central é tratar a saúde física e mental dos líderes como um pilar estratégico, e não como um benefício adicional.
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Para alcançar alta performance, a estrutura organizacional precisa considerar as necessidades de sustentabilidade dos seus executivos.
A Interdependência Entre Performance e Bem-Estar
Segundo a Dra. Talia Varley, o bem-estar não deve ser visto apenas como uma medida preventiva contra o burnout, mas sim como uma infraestrutura essencial para a performance. A governança do bem-estar envolve a criação de mecanismos formais para proteger a saúde dos líderes, assim como existem estruturas de governança financeira ou regulatória.
A performance e o bem-estar são, portanto, interdependentes, e não opostos.
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Desafios na Sucessão e na Liderança
A pressão por resultados tem implicações diretas na estrutura das empresas. Em 2025, uma parcela significativa de novos CEOs do S&P 500 e FTSE 100 foram contratados externamente, refletindo um enfraquecimento do pipeline interno de liderança. Essa situação representa um risco para a sucessão, a produtividade e a retenção de talentos estratégicos.
A decisão do CEO do HSBC, Noel Quinn, de buscar um equilíbrio entre vida pessoal e profissional, ilustra a busca por uma alternativa a esse modelo de liderança sob pressão constante.
A Influência da Nova Geração
Além dos desafios estruturais, a nova geração de profissionais – Geração Z e Millennials – também está influenciando o cenário. Esses profissionais demonstram menor interesse por trajetórias de carreira marcadas por jornadas insustentáveis e altos níveis de burnout.
Essa mudança de perspectiva pode representar um ponto de inflexão na forma como as empresas abordam a gestão de talentos e a definição de expectativas de desempenho.
