CEO’s Perdem Confiança: Cenário de Incertezas Crescentes!
Diretores Executivos enfrentam riscos geopolíticos, inflação e mudanças climáticas. Pesquisa revela baixa confiança, mas foco em IA e expansão de mercados. Descubra os desafios e estratégias dos CEOs em 2026!
A confiança dos Diretores Executivos (CEO’s) está em declínio, não devido à falta de oportunidades, mas sim à emergência de riscos estruturais. Geopolítica, avanços tecnológicos, a persistente inflação e as mudanças climáticas agora moldam as decisões estratégicas.
Uma pesquisa recente, que coletou dados de mais de 4.400 líderes executivos em 95 países, revelou que os CEOs são menos confiantes no curto prazo, mas ainda buscam adaptar seus modelos de negócios para sustentar o crescimento. No Brasil, a realidade é ainda mais clara: mais de metade dos CEOs afirmam que suas empresas competem em setores fora de suas áreas tradicionais.
A inteligência artificial (IA) emergiu como uma prioridade estratégica, mesmo sem um retorno financeiro garantido. Marco Castro, CEO da PwC Brasil, destaca que a diminuição da confiança está ligada a uma série de incertezas. A reestruturação das cadeias de produção, ainda instável, e a crescente complexidade geopolítica são fatores cruciais.
A expectativa para 2026 é de estabilidade e consolidação, com foco em otimizar investimentos já realizados.
A perda de confiança não é um fenômeno isolado. Globalmente, apenas 30% dos CEOs expressam alta confiança no crescimento da receita a curto prazo. No entanto, a perspectiva de longo prazo (três anos) mostra um leve aumento no otimismo. A principal questão não reside na estratégia, mas na capacidade de implementá-la com sucesso.
Em face da incerteza geopolítica, 15% dos CEOs relatam uma menor propensão a realizar grandes investimentos ou aquisições.
Para enfrentar a estagnação, os CEOs estão expandindo suas operações para além de seus setores tradicionais. No Brasil, 51% das empresas afirmam ter competido em novos setores nos últimos cinco anos, superando a média global de 42%. Essa estratégia tem demonstrado resultados positivos, com empresas que diversificaram sua receita apresentando margens mais altas e líderes mais confiantes.
A tendência é de que barreiras entre setores sejam eliminadas, e que o ciclo completo seja considerado, como no agronegócio, que envolve energia, logística e clima.
A IA ocupa um lugar central na agenda dos CEOs, mas o retorno financeiro ainda é limitado. No Brasil, 37% relatam aumento de receita com IA nos últimos 12 meses, enquanto 28% indicam redução de custos. No entanto, 56% não obtiveram nenhum benefício.
A principal barreira é o uso superficial da tecnologia, com muitas empresas focando em aplicações isoladas em processos, em vez de redesenhar seus modelos de negócios. Espera-se que esse cenário mude em 2026, com o avanço de agentes de IA e aplicações mais integradas à estratégia.
O impacto da IA no mercado de trabalho já é perceptível. Para 60% dos CEOs brasileiros, suas empresas precisarão de menos profissionais em início de carreira nos próximos três anos. Para cargos de nível médio e sênior, a expectativa é de menor impacto.
No entanto, a falta de equilíbrio trará problemas, como dificuldade na formação de jovens profissionais.
As mudanças climáticas são reconhecidas como um risco financeiro, mas ainda não são o foco principal das decisões estratégicas. Quatro em cada dez CEOs brasileiros afirmam que suas empresas estão moderadamente expostas a perdas financeiras relacionadas ao clima em 2026.
A preocupação é maior em setores sensíveis, como energia, varejo e serviços financeiros. No entanto, a incorporação desse risco na gestão ainda é limitada. Apenas um quarto dos CEOs diz que suas empresas têm processos definidos para considerar riscos e oportunidades climáticos em decisões como cadeia de suprimentos, compras ou desenvolvimento de produtos.
A agenda dos CEOs é dominada por temas imediatos, com horizonte inferior a um ano. Apenas 11% da agenda é reservada a questões de longo prazo. A emergência de situações imediatas força a priorização do curto prazo. Mesmo líderes que dizem se preocupar com a sustentabilidade de médio e longo prazo acabam consumidos por urgências.
A geopolítica tornou-se uma variável central, influenciando as decisões estratégicas. No Brasil, 38% dos CEOs estão expostos à instabilidade macroeconômica. Disrupção tecnológica e inflação também são fatores relevantes. A reestruturação das cadeias de produção ainda não foi equacionada, e o multilateralismo tradicional está sendo desafiado.
Em um ambiente assim, a diferença entre crescer e ficar para trás passa menos por prever o futuro e mais por reagir rápido sem perder a direção.
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