CFM autoriza novas terapias focais contra próesta no Brasil

CFM aprova novas terapias focais que prometem minimizar efeitos colaterais no tratamento contra próstata.

17/07/2026 12:46

3 min

cancer de prostata
cancer de prostata

O Conselho Federal de Medicina (CFM) autorizou duas novas abordagens terapêuticas para o tratamento do câncer de próstata em estágios localizados. As técnicas HIFU e crioablação são projetadas especificamente para atuar apenas na área tumoral da glândula prostática.

Esse foco localizado permite preservar grande parte dos tecidos saudáveis, minimizando os impactos sobre funções vitais como a urinária e sexual — segundo informações divulgadas pela Universidade de São Paulo (USP.

Como funcionam as terapias focais no diagnóstico

Os procedimentos citados não se enquadram nos tratamentos convencionais; eles pertencem à categoria das “terapias focais”, o que significa atuação exclusiva onde há comprometimento pelo câncer. O urologista Maurício Cordeiro, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), esclareceu em detalhes esse funcionamento.

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No caso da HIFU – Ultrassom Focado de Alta Intensidade –, são utilizados feixes ultrassônicos para elevar a temperatura na região tumoral até cerca de 90 °C. Esse calor intenso destrói as células cancerígenas sem causar danos significativos aos tecidos vizinhos e saudáveis ao redor.

Já a crioablação opera por um processo inverso: agulhas especializadas congelam o tecido onde se encontra o tumor, provocando assim a destruição das demais células malignas presentes no local.

Quem pode ser beneficiado pelas novas técnicas

É crucial entender que essas terapias não estão disponíveis para todos os pacientes com câncer de próstata; elas são recomendadas apenas em casos muito específicos. Segundo Cordeiro, há indicação somente para homens cujos tumores estejam restritos à uma única área da glândula prostática e sem sinais avançados ou disseminação do problema.

A principal vantagem dessas abordagens é justamente reduzir complicações frequentemente associadas aos tratamentos mais tradicionais — como cirurgia convencional e radioterapia —, preservando melhor as estruturas saudáveis internas ao órgão.

Prejuízos reduzidos: o foco na qualidade de vida

Uma das maiores vantagens apontada pelos especialistas nas terapias focais reside em diminuir drasticamente os riscos colaterais. Os efeitos adversos comuns após a abordagem tradicional incluem incontinência urinária, além da retite actínica – condição que pode atingir reto durante sessões de radioterapia.

Ao tratar apenas onde há doença ativa, espera – se uma manutenção mais eficiente do funcionamento normal dos tecidos prostáticos e adjacentes aos vasos urinares.

Diagnóstico precoce: o papel fundamental na saúde masculina

O diagnóstico antecipado continua sendo um pilar no combate à patologia em questão. Estimações feitas pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam para a previsão alarmante de 77.920 novos casos anuais entre os homens brasileiros ao longo do triênio que vai até 2028.

Por isso, urologistas recomendam fortemente iniciar o rastreio da doença por volta dos 50 anos com exames periódicos como PSA e toque retal; contudo, quem possui histórico familiar deve começar esse acompanhamento já aos 45 anos.

Como muitas vezes não há sintomas nas fases iniciais, manter uma alimentação equilibrada em conjunto com hábitos saudáveis contribui significativamente tanto para prevenir quanto aumentar as chances de cura no caso detectado precocemente.

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