China em Crise: Natalidade Plunge e Futuro Incerto para 2026

China registra queda histórica na natalidade! Em 2025, apenas 7,92 milhões de bebês nasceram, com taxa de 5,63 por mil habitantes. Crise demográfica preocupa e impacta economia

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(Imagem de reprodução da internet).

China Registra Queda Drástica na Taxa de Natalidade em 2025

A China encerrou o ano de 2025 com um dado demográfico preocupante: a menor taxa de natalidade já registrada no país desde que Mao Zedong assumiu o poder em 1949. Em 19 de fevereiro, o governo chinês anunciou que apenas 7,92 milhões de bebês nasceram durante o ano, resultando em uma taxa de 5,63 partos por mil habitantes.

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Essa cifra representa uma continuação de uma tendência de queda que se estende por quatro anos consecutivos, marcando um novo recorde histórico.

Como consequência direta dessa redução drástica na taxa de natalidade, a população total da China diminuiu em 3,39 milhões de pessoas. A queda de 17% na taxa de natalidade em relação a 2024 evidencia a magnitude do problema, que se soma a um cenário econômico nacional em desaceleração.

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A situação é ainda mais alarmante quando comparada com as taxas de natalidade de outros países, como Coreia do Sul, Itália, Japão e Ucrânia, onde a China figurava entre os países com as menores taxas de natalidade do planeta.

A política que contribuiu para essa crise demográfica é o fim, em 2016, da famosa política do filho único, implementada em 1979-1980 para evitar o superpovoamento, em uma época em que a taxa de natalidade atingia 17,82 por mil habitantes. Apesar das flexibilizações posteriores, que permitiram a famílias terem até três filhos, a taxa de natalidade continuou a diminuir, com um leve aumento em 2024, quando foram registrados 6,77 nascimentos por mil habitantes.

Desafios Demográficos e Econômicos

A queda na natalidade e o envelhecimento da população representam um desafio de longo prazo para a China, um país que já abriga 1,4 bilhão de habitantes. Projeções demográficas da ONU indicam que, se essa tendência persistir, a população chinesa pode cair para cerca de 633 milhões até o ano de 2100.

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A crise demográfica está intrinsecamente ligada a fatores econômicos e sociais. O legado da política do filho único, somado ao pessimismo econômico, acelerou uma das maiores crises demográficas do mundo. A população idosa e aposentada, combinada com uma força de trabalho reduzida, representa um fardo para a economia.

Impactos na Economia e na Sociedade

A situação é agravada pela desigualdade social e econômica que assola a China. A elite econômica, especialmente os jovens, expressa grande insatisfação com a situação econômica do país, semelhante ao que ocorreu durante a pandemia de COVID-19 em 2020.

A taxa de desemprego entre jovens de 18 a 28 anos se mantém em torno de 16%, com picos de até 21,3% em 2023.

A competição no mercado de trabalho, com profissionais de fora, principalmente da Índia, e a falta de oportunidades em áreas que condizem com a formação dos trabalhadores, geram preocupações econômicas. Estudos apontam que a desigualdade de renda, que aumentou acentuadamente desde o início da década de 1980, pode levar a investimentos abaixo do ideal em saúde e educação, prejudicando o crescimento econômico.

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