Chips sobram, preços sobem! Demanda por IA dispara e empresas como TSMC anunciam aumento de até 15% em 2026. Investimento na Ásia atinge US$ 136 bilhões!
Diversas empresas que produzem chips estão elevando seus preços para tentar compensar o aumento nos custos e a crescente demanda por componentes utilizados em sistemas de Inteligência Artificial. Tanto as maiores fabricantes do mercado quanto empresas menores, que tradicionalmente buscavam um crescimento acelerado, estão ajustando seus valores de venda.
Essa prática de aumento de preços era incomum desde 2022, refletindo a pressão do mercado.
A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) se destacou nesse movimento, anunciando um aumento de 5% nos preços durante o primeiro trimestre de 2026, com um adicional de 10% a 15% previsto para o segundo trimestre. Essas medidas visam garantir a saúde financeira da empresa diante das flutuações do mercado.
O investimento global em chips na Ásia atingiu um valor de US$ 136 bilhões para o ano de 2026. Esse montante representa um aumento de 25% em relação aos US$ 108,85 bilhões investidos em 2025. Esse crescimento significativo demonstra o crescente interesse em IA e seu impacto na economia da região.
A Semiconductor Manufacturing International Corp. (SMIC), a principal fabricante de chips da China, adotou uma abordagem mais flexível em relação aos preços, conforme declarado para o Nikkei Asia. A empresa informou que apenas fábricas com baixa utilização de capacidade sofrerão aumentos de preços.
Paralelamente, empresas como Taiwan Semiconductor Manufacturing Co., ASE Technology Holding e King Yuan Electronics estão planejando orçamentos anuais recordes.
O governo chinês tem demonstrado apoio à produção nacional de chips, com o objetivo de reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros e mitigar os riscos associados a tensões comerciais. A China busca aumentar sua produção de wafers, que são as bases para a fabricação de chips, com metas de 100 mil unidades em até dois anos e 500 mil unidades até 2030.
Apesar dos incentivos governamentais, analistas apontam que as fabricantes chinesas ainda não conseguem atender à demanda total por chips avançados. Por isso, parcerias com empresas globais, como a Nvidia, continuam sendo uma opção, embora sujeitas a regulamentações rigorosas.
A produção de wafers, que dependem de tecnologias de ponta, continua sendo um desafio para a indústria chinesa.
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