Cientistas Brasileiros Elevados à Lista das Mais Influentes do Mundo!

Cientistas Brasileiros Reconhecidos Internacionalmente por Inovação no Controle de Vetores
Dois pesquisadores brasileiros, Luciano Moreira e Maria Angela Hungria, foram elevados à lista das 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista Time, em 2026. Moreira recebeu o reconhecimento na categoria “Inovadores” e Hungria, como “Pioneiros”.
O destaque internacional impulsiona o trabalho de ambos, que tem gerado resultados significativos no combate a doenças transmitidas por mosquitos.
A Estratégia de Maria Angela Hungria com a Fixação Biológica de Nitrogênio
Maria Angela Hungria, pesquisadora da Empraba, tem se dedicado a otimizar a produção e a qualidade dos alimentos através da substituição de fertilizantes químicos por microrganismos. Sua pesquisa foca na fixação biológica de nitrogênio (FBN), um processo que utiliza bactérias do solo para fornecer nutrientes essenciais às plantas.
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Essa técnica, desenvolvida por Hungria, representa um avanço importante para a agricultura sustentável e a segurança alimentar.
O Trabalho de Luciano Moreira no Controle do Aedes aegypti
Luciano Moreira, por sua vez, tem trabalhado desde os anos 90 no desenvolvimento de métodos alternativos para combater o Aedes aegypti, o principal vetor de doenças como dengue, zika e chikungunya. Um dos seus principais resultados é a criação de mosquitos infectados com a bactéria Wolbachia, que reduz drasticamente a transmissão dos vírus.
Essa abordagem inovadora tem sido amplamente adotada em diversas cidades brasileiras.
Adoção e Impacto da Tecnologia Wolbachia
A tecnologia Wolbachia, liderada por Moreira, foi inicialmente desenvolvida em parceria com o cientista australiano Scott O’Neill. Após testes no Brasil, com a colaboração da Fiocruz, a técnica passou por um processo de industrialização, culminando na criação da Wolbito do Brasil, empresa com uma fábrica em Curitiba que produz até 5 bilhões de mosquitos por ano.
A cidade de Niterói, uma das primeiras a adotar a tecnologia, registrou uma redução de 89% nos casos de dengue em 2024, com apenas 46 casos prováveis, em contraste com os mais de 20 mil casos no Rio de Janeiro.
Ensaio Clínico e Perspectivas Futuras
Atualmente, o método está em avaliação por meio de um ensaio clínico randomizado em Belo Horizonte, com a participação da UFMG e universidades dos EUA, e financiamento do NIH (Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos). A equipe da Wolbito, que conta com 75 profissionais e envolve Fiocruz, IBMP e o World Mosquito Program, busca ampliar a cobertura e consolidar o Brasil como referência global no combate às arboviroses.
O pesquisador Luciano Moreira acredita que a soltura de mosquitos deve compor um modelo integrado de controle, em conjunto com outras medidas como a eliminação de criadouros e o uso racional de inseticidas, além do papel da vacina contra a dengue, introduzida no SUS em 2023.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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