Clariana Colaço aponta erros comuns no café da manhã

Embora o café da manhã fosse historicamente visto como a refeição mais crucial do dia, as evidências científicas atuais apontam que é a qualidade geral dos alimentos consumidos ao longo de todo um período que determina melhorias na saúde.
Ainda assim, negligenciar essa primeira ingestão pode comprometer significativamente os nutrientes essenciais para começar bem o dia. É comum acordar atrasado e tomar algo apressadamente no caminho — seja apenas pular uma alimentação ou consumir itens rápidos em movimento —, mas esses hábitos aparentemente inofensivos podem afetar disposição física, capacidade cognitiva e saciedade durante horas cruciais.
O equilíbrio nutricional: proteína versus carboidrato
Para entender como otimizar esse momento do dia, a nutricionista Clariana Colaço apontou cinco deslizes comuns que costumam ser cometidos nas refeições matinais simples. O primeiro erro é se limitar ao consumo de café preto puro; nesse caso, falta um componente vital para manter o corpo nutrido por mais tempo – as proteínas.
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A ausência proteica leva à sensação precoce de fome no meio da manhã ou aumenta aquela vontade repentina de beliscar algo antes das 10h horas. Segundo Colaço, incluir fontes adequadas pode resolver isso: iogurtes, ovos e até leite longa vida são alternativas práticas capazes de deixar a alimentação muito mais completa na rotina brasileira.
“Não sobre comer em maior quantidade”, explica Clariana Colaço, “mas sim fazer escolhas melhores”. Ela reforça que proteína é fundamental porque gera uma alta taxa de saciedade durante o dia todo.
O perigo dos carboidratos isolados
Outro ponto crucial levantado pela nutricionista diz respeito à composição do prato principal. Embora alimentos como pão integral, torrada ou cuscuz sejam importantes fontes energéticas para iniciar as atividades diárias, eles não devem aparecer sozinhos no café da manhã.
Consumir apenas carbohidrato sem acompanhamento adequado pode gerar um pico rápido e insuficiente sensação de satisfação gástrica ao longo das horas seguintes. O problema real”, alerta Clariana Colaço, “não é comer pão; o desafio está em resumir a refeição matinal somente aos carboidratos”.
A importância do ritmo na alimentação
Além dos erros composicionais, há questões relacionadas à rotina alimentar que merecem atenção especial para garantir suporte energético constante durante todo dia útil.
Não adiar e não padronizar. É igualmente desaconselhável pular o café da manhã com a intenção de “compensar” essa refeição no almoço ou em outro momento do período diurno. Ficar muitas horas sem comer pode aumentar drasticamente os riscos de exageros na próxima alimentação, além de causar oscilações perigosas nos níveis de energia.
“O ideal é que ele seja prático”, afirma Colaço; mas deve oferecer suporte para toda rotina e contribuir para um dia mais equilibrado.”
Por fim, variar também faz parte desse cuidado essencial: não se trata apenas de repetição monótona.
A nutricionista sugere incluir fontes variadas de fibras junto com proteínas em diferentes dias da semana — como aveia, castanhas ou sementes. Pequenas mudanças fazem uma diferença enorme na diversidade nutritiva do organismo. Por exemplo, alternar o consumo diário pode ser tão simples quanto substituir porções habituais pela inclusão ocasional de frutas batidas no leite.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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