Cobertura com histórico trágico é vendida por R2,8 milhões

Uma cobertura triplex na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, foi colocada à venda por R 2,8 milhões depois de anos envolvida numa disputa judicial familiar.
O imóvel, localizado em uma área conhecida nacionalmente pelo trágico assassinato e esquartejamento ocorrido lá há mais de dez anos: Marcos Matsunaga morreu dentro do apartamento no mês de maio de 2012.
Detalhes sobre o luxuoso empreendimento
A propriedade possui cerca de 340 metros quadrados e conta com diversos acabamentos planejados. Segundo informações da plataforma imobiliária Quinto Andar, a cobertura oferece ar – condicionado instalado, closet elegante e vista panorâmica para toda a zona oeste paulistana.
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Além dos cômodos internos bem equipados, os moradores têm acesso à piscina e churrasqueira em uso comum oferecidas pelo condomínio. A localização é considerada estratégica pela proximidade com importantes pontos como Maple Bear Alto de Pinheiros, Parque Villa – Lobos e Ginásio SESI Leopoldina.
Condições financeiras do imóvel
Para moradia na região, o custo mensal estimado no empreendimento chega a R 6.087. Além disso, há um valor anual referente ao IPTU fixado por volta de R 19,3 mil, que deve ser pago dividido em até 12 parcelas mensais para os compradores interessados.
O crime ocorrido nos anos anteriores à venda
A cobertura ganhou notoriedade nacional após as circunstâncias brutais dos fatos registrados ainda em maio de 2012. Naquela ocasião, Marcos Matsunaga — herdeiro das indústrias Yoki —, foi encontrado morto dentro do apartamento triplex.
Elize Matsunaga confessou o homicídio e a confecção subsequente: ela teria atirado na cabeça do marido antes de levar seu corpo para um quarto onde realizou o esquartejamento. Os restos mortais foram então acondicionados em malas que acabaram sendo abandonadas pela família em diferentes pontos da mata no município vizinho de Cotia, Grande São Paulo.
Julgamentos e situação atual dos envolvidos
A investigação policial levou à prisão imediata de Elize. Após sua detenção por admitir os crimes, houve julgamento judicial significativo anos depois. Em 2016, foi condenada pelo crime de homicídio qualificado somado ao delito de ocultação de cadáver.
O Tribunal de Justiça de São Paulo revisou a sentença inicial, reduzindo o tempo total para um período de 16 anos, 3 meses e 3 dias em regime prisional. Atualmente, ela cumpre parte da pena restante sob condições mais brandas no interior paulista, onde trabalha com vendas de roupas destinadas aos animais domésticos do seu cotidiano.
A filha do casal, Helena Matsunaga, permaneceu na guarda dos avós paternos após os eventos. A justiça determinou que Elize não tenha contato direto ou indireto com a jovem; qualquer reaproximação futura dependerá exclusivamente da decisão tomada pela própria Helena ao atingir sua maioridade civil.
Autor(a):
Redação ZéNewsAi
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