COI Adota Política Restritiva Sobre Participação de Atletas Trans nos Jogos Olímpicos
O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou uma mudança significativa na política de participação em competições olímpicas. A decisão, tomada nesta quinta-feira, 26 de outubro de 2026, proíbe a participação de atletas trans no quadro feminino dos Jogos Olímpicos, a partir de uma nova regra que entra em vigor imediatamente.
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A principal justificativa para essa medida é a busca por garantir a equidade, a segurança e a integridade das competições femininas. Segundo o COI, a elegibilidade para competir nas categorias femininas será definida exclusivamente por atletas que possuam características biológicas femininas, confirmadas através de um teste genético obrigatório.
A nova política não se aplica a competições recreativas e não tem efeito retroativo. A decisão do COI segue em linha com um decreto emitido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que também estabelece restrições a vistos e financiamento para organizações que permitirem a inclusão de atletas trans em categorias femininas.
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A entidade divulgou a nova regra após uma reunião de seu conselho executivo.
Restrições e Critérios Adicionais
Além da exigência do teste genético, a política do COI também impõe restrições a atletas que apresentem diferenças no desenvolvimento sexual, conhecidas como DSD. Um exemplo citado é a corredora sul-africana Caster Semenya, cuja situação complexa foi levada em consideração na definição da nova regra.
A presidente do COI, Kirsty Coventry, defendeu a adoção de uma regra única para todos os esportes olímpicos, em substituição ao modelo anterior, que permitia que cada federação esportiva estabelecesse seus próprios critérios. A entidade argumenta que estudos científicos indicam que indivíduos designados do sexo masculino no nascimento podem manter vantagens físicas em modalidades que exigem força, potência ou resistência, mesmo após a realização do teste genético.
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Teste Genético e Dados Atuais
O teste genético adotado pelo COI busca identificar a presença do gene SRY, responsável pelo desenvolvimento masculino. A entidade considera esse método o mais preciso e menos invasivo disponível atualmente. No entanto, ainda não há dados precisos sobre o número de atletas trans que competem em nível olímpico.
Até o momento, nenhuma mulher trans participou dos Jogos Olímpicos. Em 2021, a halterofilista Portia Simpson-Butler, da Nova Zelândia, competiu na modalidade de halterfilias, mas não conquistou medalha. A situação permanece complexa e sujeita a debates sobre inclusão e justiça esportiva.
