O presidente da Colômbia expressou receios nesta sexta-feira (9) de que sua situação pudesse se assemelhar à do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após o sequestro do líder venezuelano no final de semana anterior. Em uma entrevista exclusiva ao jornal espanhol El País, o presidente colombiano respondeu com firmeza à pergunta sobre o temor de um destino semelhante, afirmando que “Sem dúvidas” ele temeu que seu governo pudesse ser retirado se não se alinhasse com certos interesses.
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A declaração reflete a crescente tensão geopolítica na região.
A Conversa com Trump e as Ameaças
O presidente colombiano relatou ter tido uma conversa telefônica com o então presidente americano Donald Trump na quarta-feira (7). Segundo ele, Trump lhe comunicou que estava planejando “fazer coisas ruins” na Colômbia, indicando uma possível operação militar.
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Após essa conversa, o presidente colombiano acredita que as ameaças se “congelaram”, embora reconheça que essa avaliação possa estar equivocada.
Defesa Popular e a Divisão Venezuelana
Diante do cenário, o presidente colombiano enfatizou que sua única defesa é seu povo. Ele justificou o chamado à resistência popular na quarta-feira, citando a ausência de defesa aérea no país, devido à natureza interna dos conflitos. Ele também ressaltou a divisão no povo venezuelano como um fator crítico, argumentando que a união e uma solução política para a crise são essenciais para evitar a “colonização”.
Alinhamento com os EUA e o Diálogo Regional
O presidente colombiano admitiu que sua posição em relação à Venezuela não difere significativamente da defendida pelos Estados Unidos. No entanto, ressaltou que essa alinhamento não pode ser “imposto de fora”. Ele defende que a transição para eleições livres e um governo compartilhado, já proposta por figuras como Marco Rubio, deve surgir do diálogo venezuelano, com os Estados Unidos atuando como facilitador, juntamente com a América Latina.
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