Escândalo da Shein: Comissão Europeia Exige Detalhes da Plataforma
A Comissão Europeia anunciou nesta quarta-feira (26) uma série de medidas contra a Shein, plataforma de comércio eletrônico, após o grave escândalo envolvendo a venda de bonecas sexuais infantis e armas em sua plataforma. A decisão surge após a suspeita de que a Shein possa representar um risco sistêmico para os consumidores em toda a União Europeia, conforme revelado por diversas denúncias públicas.
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O executivo comunitário emitiu um comunicado formalizando a solicitação de informações detalhadas ao grupo, buscando entender como a plataforma garante a proteção de menores contra conteúdos inadequados e como impede a distribuição de produtos ilegais através de seu sistema de vendas.
A necessidade de transparência é crucial para avaliar os riscos e implementar ações corretivas.
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A solicitação de informações se enquadra na Lei dos Serviços Digitais (DSA), um regulamento europeu que impõe medidas reforçadas às grandes plataformas, como a Shein, para proteger seus usuários contra conteúdos ilegais e perigosos. A Comissão busca assegurar que a plataforma esteja em conformidade com as normas estabelecidas.
O escândalo, que ganhou destaque na França, gerou uma reação imediata do governo francês, que intensificou os processos contra a empresa com o objetivo de obter a suspensão do site por um período mínimo de três meses. A pressão se estendeu à União Europeia, com o Parlamento Europeu defendendo a suspensão mais rápida de plataformas de comércio digital que violem a regulamentação europeia.
A resolução do Parlamento Europeu, embora não vinculativa, ressalta a urgência da situação, defendendo que a suspensão de mercados digitais não deve mais ser considerada uma medida excepcional. A situação demonstra a importância de regulamentações eficazes para proteger os consumidores e garantir a segurança online.
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