Conselheiros em Crise: São Paulo e Corinthians Sobram em Gestão Questionável?

Conselheiros de São Paulo e Corinthians sob suspeita! Decisões polêmicas e resultados ruins: por que a fiscalização falha? Saiba mais.

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(Imagem de reprodução da internet).

O Papel do Conselheiro em Clubes de Futebol: Entre a Lei e a Realidade

A função do conselheiro em um clube de futebol, conforme estabelecido no estatuto, é clara e fundamental: atuar como representante dos sócios, fiscalizar a gestão, analisar contas, orçamentos e decisões administrativas cruciais. Os conselheiros são responsáveis por debater temas complexos, como alterações no estatuto, a concessão de títulos honoríficos, mudanças em regulamentos internos e investigações sobre possíveis irregularidades.

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Além disso, participam da eleição ou aprovação de nomes para cargos-chave da diretoria e influenciam em decisões estratégicas, incluindo a transformação do clube em uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Em teoria, o conselheiro é o guardião do clube, um papel que se repete em diversos estatutos. No entanto, a prática nem sempre corresponde a essa imagem ideal. Clubes como São Paulo e Corinthians têm enfrentado desafios significativos nos últimos anos, com gestões marcadas por problemas financeiros, escândalos e resultados insatisfatórios em campo.

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Diante desse cenário, surge a questão: qual o papel dos conselheiros nesses clubes? É difícil acreditar que centenas de pessoas, muitas com experiência e acesso a informações privilegiadas, sejam simplesmente ingênuas. A persistência em aprovar decisões erradas, sem evidências concretas ou com convicção, levanta dúvidas sobre a efetividade de sua atuação.

A pergunta que se impõe é: por que os conselheiros aprovam decisões que parecem prejudiciais ao clube? A resposta pode estar na idolatria a um presidente ou diretoria, na cegueira em relação à própria responsabilidade ou na crença de que o caos não os afetará diretamente.

A confiança nas promessas dos gestores também pode ser um fator, assim como a conveniência de votar em bloco, mesmo com a transparência dos votos.

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Em última análise, o conselheiro não é apenas um cargo honorário; é uma função de fiscalização e proteção do patrimônio coletivo. Quando essa função falha de forma consistente, todo o clube sofre as consequências. A reflexão para sócios e torcedores é: até quando será tolerado que os guardiões, no papel, permaneçam inativos na prática?

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