Alerta COP30: Emissões de CO₂ devem atingir recorde em 2025!
Novo relatório aponta para aumento de 1,1% nas emissões globais, impulsionado por combustíveis fósseis.
A projeção é alarmante e coloca em risco os limites de 1,5°C estabelecidos pelo Acordo de Paris
O quarto dia de debates na COP30, em Belém, trouxe uma notícia preocupante: o mundo está à beira de registrar um novo recorde de emissões globais de CO₂ em 2025. A projeção indica que a queima de combustíveis fósseis impulsionará um aumento significativo nas emissões, levantando dúvidas sobre a possibilidade de limitar o aquecimento global a 1,5°C.
O relatório Global Carbon Budget, divulgado anualmente, analisa as emissões de dióxido de carbono provenientes da queima de combustíveis fósseis, da produção de cimento e do uso do solo. Essa análise é fundamental para entender o impacto dessas atividades e relacioná-las aos limites estabelecidos pelo Acordo de Paris, de 2015.
Segundo a pesquisa, as emissões de CO₂ provenientes de combustíveis fósseis devem crescer 1,1% em 2025 em comparação com o ano anterior. As emissões de petróleo, gás e carvão devem atingir um recorde de 38,1 bilhões de toneladas de CO₂.
Para manter o aquecimento global dentro do limite de 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais, restariam apenas 170 bilhões de toneladas adicionais de CO₂ a serem lançadas na atmosfera, de acordo com o relatório. “Isso equivale a quatro anos de emissões no ritmo atual antes de que o orçamento de carbono para 1,5°C se esgote — então é basicamente impossível”, afirmou Pierre Friedlingstein, diretor da pesquisa e professor da Universidade de Exeter, no Reino Unido.
O fracasso em reduzir as emissões responsáveis pelo aquecimento global lança uma sombra sobre a COP30, que ocorre sem a presença do maior emissor do planeta. “Precisamos de metas ambiciosas, porque cada décimo de grau é crucial”, disse em Belém Stephen Stich, também da Universidade de Exeter.
As emissões de combustíveis fósseis da China permaneceram estáveis neste ano, especialmente no setor de carvão, o que pode indicar que as energias renováveis estão começando a ganhar mais espaço na matriz energética. Ainda assim, a incerteza sobre a política climática do maior poluidor do mundo torna cedo afirmar que o país atingiu o pico de emissões. “A tendência aponta para uma futura redução, mas isso ainda deve levar algum tempo.”
Nos Estados Unidos, as emissões geradas pelo carvão aumentaram cerca de 7,5%, impulsionadas pela alta no preço do gás, que levou consumidores a recorrerem a essa fonte mais poluente. “É preocupante e, para mim, incompreensível, porque as energias renováveis já são muito baratas e deveriam ser a nova norma.
E, no entanto, os combustíveis fósseis continuam dominando”, disse em Belém Niklas Höhne, do Instituto NewClimate.
Tanto os Estados Unidos quanto a União Europeia registraram aumento nas emissões, revertendo tendências recentes de queda, em parte devido à maior demanda por calefação durante o inverno. Na Índia, uma temporada de monções mais precoce e o avanço das fontes renováveis ajudaram a conter o aumento das emissões de CO₂ em relação aos últimos anos.
Publicado na revista Earth System Science Data, o estudo aponta que 35 países já conseguiram reduzir suas emissões sem comprometer o crescimento econômico — o dobro do número observado há uma década.
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