Dia 3 da COP30: Manifestações e Contribuições Científicas
O terceiro dia da Conferência das Partes (COP30) começou com o foco nos eventos do dia anterior, incluindo as manifestações que ocorreram com a entrada de alguns manifestantes na área restrita do evento, após a saída da maioria dos participantes.
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Essa situação, esperada em ambientes com direito à livre manifestação, demonstra a importância de espaços para a voz da sociedade civil.
A COP30 está se consolidando como um ambiente de participação diversificada, onde governos, empresas, a sociedade civil e outros atores se aproximam para contribuir de forma concreta com soluções para os desafios climáticos. Esse movimento de abertura é fundamental para o sucesso das negociações.
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Um exemplo notável é o Pavilhão da Ciência Planetária, liderado por , diretor do Instituto Potsdam, e pelo climatologista brasileiro Carlos Nobre, referência mundial nos estudos sobre a Amazônia. O grupo entregou à presidência da conferência um documento com recomendações baseadas em evidências científicas, visando orientar as decisões em curso.
Essa contribuição vai além do simbolismo, representando um chamado à ação concreto, que busca alinhar as decisões políticas com a realidade do planeta. A conexão entre o conhecimento científico e a diplomacia climática se fortalece, o que é uma tendência positiva.
O crescente engajamento do setor privado também é um ponto importante. A iniciativa SB Cop, originada de uma articulação da CNI, surge com o objetivo de sistematizar e dar continuidade às contribuições empresariais no processo multilateral. Se bem conduzida, pode se tornar um canal de colaboração e influência positiva.
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A ampliação da participação de diferentes atores no processo decisório apresenta desafios. É crucial aprimorar a governança, garantindo legitimidade, transparência e protegendo contra iniciativas que possam comprometer a colaboração. No entanto, o cenário atual exige mais ambição, escala e convergência nas ações de impacto positivo, conforme ressaltam os cientistas do .
A complexidade do tema exige a pluralidade de vozes e a capacidade de transformar conhecimento em políticas, representando a esperança de avançar.
