Copom decide taxa Selic em 2026: corte de juros é possível?
Em 28 de janeiro de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) se reuniu para definir a taxa básica de juros do Brasil. A expectativa predominante no mercado financeiro era que a Selic permanecesse em 15%. No entanto, analistas preveem um corte de 25 pontos-base (p.b.) como uma possibilidade real.
Bruno Yamashita, analista da Avenue, ressalta a relação entre juros e câmbio como um fator crucial para entender a valorização do real frente ao dólar. Segundo ele, a diferença entre a Selic e as taxas de juros nos Estados Unidos atrai investidores estrangeiros, pois a rentabilidade compensa o risco de investir no Brasil.
Em 2026, a dinâmica observada até o final de janeiro demonstra uma desvalorização do real em mais de 5%. Essa situação levanta a questão: é o momento de comprar dólares? A estratégia conhecida como “carry trade” se destaca, onde investidores captam recursos em países com juros baixos, como os EUA, e os aplicam em mercados com juros altos, como o Brasil, aproveitando a diferença nas taxas.
Além do Brasil, outros países emergentes, como México e Colômbia, também se beneficiam desse fluxo de capital.
A decisão do Banco Central (BC) tem um impacto limitado no dólar, considerando que o mercado já esperava a manutenção da Selic. No entanto, o posicionamento do BC e o tom do relatório do Copom, especialmente em relação à possibilidade de cortes de juros, podem influenciar o câmbio.
Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, aponta que, se não houver uma surpresa no comunicado do Copom, o real deve continuar forte no curto prazo. A entrada do dólar no país também pode favorecer o corte de juros, já que um dólar mais barato reduz as pressões inflacionárias.
Vários fatores contribuem para a flutuação do dólar. Um deles é a desvalorização da moeda americana devido aos movimentos do ex-presidente Donald Trump, que aumenta a aversão ao risco e faz com que o capital saia dos EUA e migre para outros países.
A intensidade e abrangência das tarifas anunciadas, juntamente com a animosidade do governo Trump, elevaram a incerteza geopolítica. André Valério, economista sênior do Inter, explica que a economia americana era o principal destino de recursos internacionais.
Os países emergentes, incluindo o Brasil, se beneficiam dessa realocação de portfólio. Até 23 de janeiro, R$ 17,7 bilhões foram investidos na bolsa, um volume que corresponde a 66% dos R$ 26,8 bilhões aportados ao longo de 2025. O terceiro fator é a entrada de capital em países com juros altos, o que também valoriza o real.
Valério acredita que o dólar permanecerá enfraquecido ao longo de 2026, com o índice DXY (que mede a força do dólar) abaixo de US$ 100. Isso contribuiria para a apreciação do real. No entanto, fatores internos, como a questão fiscal delicada e as eleições, podem impedir uma valorização mais intensa.
A projeção do Inter é de um câmbio de R$ 5,40 ao fim do ano, mas se não houver uma reversão na tendência de reposicionamento dos portfólios internacionais, o Brasil pode ter um câmbio de R$ 5,20.
João Arthur, diretor de investimentos da Suno Consultoria, defende a compra de dólares, independentemente do valor (R$ 5, R$ 5,30, R$ 6 ou R$ 7). Ele cita um estudo da Fundação de Getúlio Vargas (FGV) que estima o quanto o brasileiro deve ter em dólar para se proteger da inflação (entre 15 e 20%, dependendo da classe social).
Bruno Yamashita, analista da Avenue, concorda e destaca que investir no exterior mitiga o risco de estar alocado em um único país. Diego Costa, Head de Câmbio no norte e nordeste da B&T XP, aponta que a entrada de dólares é tática e sensível à política monetária americana.
Ele prevê um câmbio de R$ 5,50 ao fim do ano, considerando as eleições e tensões geopolíticas.
Para se expor ao dólar, Arthur sugere títulos da renda fixa do governo americano para investidores conservadores e ações ou bonds de empresas para investidores mais arrojados. O montante investido influencia a estratégia: ETFs são usados por investidores menores, enquanto grandes investidores recorrem a estruturas offshore para proteção e eficiência tributária.
Yamashita ressalta que acessar o mercado americano abre portas para oportunidades globais e diversificação da carteira.
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