Copom e Fomc em Alerta Máximo: Guerra no Irã Impacta Juros e Inflação!

Crise no Oriente Médio abala juros! Guerra no Irã dispara preços do petróleo e força Copom e Fomc a reavaliar decisões. Aumento na inflação e impacto no Brasil!

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(Imagem de reprodução da internet).

Copom e Fomc Ajustam Expectativas em Meio à Crise no Oriente Médio

Em meio a um cenário global volátil, as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Open Market Committee (Fomc) estão sendo reavaliadas. A guerra no Irã, que eclodiu em fevereiro de 2026, tem alterado significativamente as projeções de investidores e a trajetória da política monetária. A instabilidade na região, marcada por ataques entre Estados Unidos e Irã, desencadeou um aumento expressivo nos preços do petróleo, impactando diretamente a inflação e as decisões dos bancos centrais.

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Mudanças nas Projeções de Juros

Inicialmente, em janeiro de 2026, o Copom sinalizava uma flexibilização da política monetária, com expectativa de corte de 0,50 ponto percentual na Selic. No entanto, o conflito no Oriente Médio alterou esse quadro. A alta do petróleo, que ultrapassou US$ 120 por barril, elevou a projeção para a Selic no fim de 2026, que subiu de 12,13% para 12,25% ao ano. A expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 também avançou, atingindo 4,10%, um patamar superior a 4%.

Reações do Mercado Financeiro

Instituições financeiras como Goldman Sachs, BNP Paribas e Citi revisaram suas projeções para o Copom, antecipando cortes menores de juros. O Goldman Sachs elevou a projeção de inflação para 2026 de 4,1% para 4,4% e passou a esperar um corte de 25 pontos-base, enquanto o BNP Paribas e o Citi passaram a projetar um corte de 0,25 ponto em vez de 0,50 ponto, devido à alta do petróleo e à incerteza sobre a duração da guerra.

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Fomc Mantém a Incerteza

Enquanto o Copom ajusta suas expectativas, o Federal Open Market Committee (Fomc) mantém a probabilidade de 98,9% de manter os juros na faixa atual entre 3,50% e 3,75% ao ano. A incerteza reside na sinalização da autoridade monetária americana sobre as perspectivas futuras, com a possibilidade de aumento dos juros ainda presente, embora com baixa probabilidade.

Petróleo como Variável de Risco

O petróleo se tornou a principal variável de risco no cenário atual, sintetizando o impacto global do conflito e influenciando diretamente o cálculo de inflação que orienta as decisões do Banco Central. A commodity impacta diretamente o mercado brasileiro, com a leve queda das cotações nesta manhã levando os contratos futuros dos principais índices americanos e as cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil ao terreno positivo.

O mercado brasileiro deve oscilar sem tendência definida até o início das divulgações. Indicadores importantes como a taxa de juros Selic, a inflação no atacado e a taxa alvo dos Fed Funds também estão sendo acompanhados de perto pelos investidores, que buscam sinais sobre a direção futura da política monetária.

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