CPMI do INSS Autoriza Investigação Financeira de Lulinha
Em uma sessão marcada por tensão, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou nesta quinta-feira, 26 de julho de 2026, a quebra do sigilo bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A decisão ocorreu após uma votação simbólica, que rapidamente gerou uma discussão acalorada entre os parlamentares presentes.
A sessão foi interrompida devido a uma briga entre deputados da base governista e da oposição. Deputados como Rogério Correa (PT-MG) e Alencar Santana (PT-SP) se aproximaram do relator, Alfredo Gaspar (União-AL), após a votação. A situação escalou rapidamente, com outros parlamentares, incluindo Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ), participando da confusão.
LEIA TAMBÉM!
Houve empurra-empurra e tentativas de separar os deputados envolvidos.
O pedido de quebra de sigilo foi motivado por sugestão do deputado federal Alfredo Gaspar, que solicitou a elaboração de relatórios de inteligência financeira. A investigação está relacionada à Operação Sem Desconto, que apura um esquema de descontos não autorizados que prejudicou milhões de aposentados e pensionistas em todo o país.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) foram autorizadas a realizar uma nova fase da operação em 18 de dezembro de 2025.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Durante a reunião da CPMI, foram também aprovados outros 86 requerimentos, incluindo a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master. Além disso, foram determinadas novas convocações de testemunhas, como o ex-executivo do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, o ex-deputado federal André Luis Dantas Ferreira, o André Moura, a empresária Danielle Miranda Fontelles e Gustavo Marques Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (PDT-MA).
A Agência Brasil forneceu informações sobre o caso.
