Crans-Montana Admite Falhas nas Inspeções de Segurança Antichamas
Em uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (6), autoridades locais admitiram que não houve inspeções periódicas de segurança antichamas no bar Le Constellation entre 2020 e 2025. “Lamentamos profundamente”, declarou Nicolas Feraud, prefeito de Crans-Montana, cinco dias após a tragédia.
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A admissão surge em um momento de intensa pressão pública e investigação sobre as causas do incêndio.
A Prefeitura de Crans-Montana informou que revisou todos os documentos enviados à Procuradoria do Cantão de Valais após o incidente. O comunicado detalha que os registros incluem “procedimentos administrativos sobre a conformidade do estabelecimento”, mas não esclarece o motivo da ausência de inspeções regulares.
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A revelação expõe uma falha crítica na supervisão de segurança do local.
Diante da situação, o município decidiu contratar uma agência externa especializada para realizar inspeções em todos os estabelecimentos públicos da região. Além disso, foi decretada a proibição do uso de artefatos pirotécnicos em ambientes internos, uma medida drástica que visa evitar futuros acidentes.
A administração local expressou seu compromisso em assegurar que uma tragédia como essa não se repita.
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A polícia de Valais confirmou que conseguiu identificar todas as 116 pessoas feridas no incêndio. Destas, 83 permaneciam hospitalizadas até a data da divulgação. A idade média das vítimas fatais era de 19 anos, evidenciando a vulnerabilidade do local e a importância de medidas preventivas.
